A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) teve de alterar o local de treinamentos de seleção comandada por Dunga após o atentado que matou duas pessoas nesta quarta-feira na Universidade de Los Angeles, onde a equipe treinaria à tarde (noite no horário de Brasília). O Brasil trabalhou no StubHub Center, local onde a equipe já vinha treinando nos últimos dias.
Um tiroteio no campus da Universidade de Los Angeles (UCLA) deixou dois mortos no início desta tarde desta quarta-feira (1) no horário de Brasília e 10h da Califórnia). Inicialmente, se falou que o ataque ocorreu no edifício de Engenharia do campus da universidade. A informação, porém, foi corrigida depois e foi revelado que os tiros foram disparados no lado sul, onde há edifícios de Ciências e Matemática. Os acessos ao local ficaram fechados.
Os dois mortos são do sexo masculino, mas a polícia não sabia detalhes sobre eles - se eram estudantes ou funcionários da universidade, por exemplo. As autoridades policiais, porém, informaram que foi encontrado um bilhete suicida no local.
Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, afirmou que os jogadores da seleção não se mostraram preocupados com a sua segurança após o atentado. A CBF fez um comunicado oficial aos atletas. “Lamentamos porque pessoas foram mortas. É difícil entender como essas coisas acontecem”, disse Renato Augusto.
O atentado trouxe uma mudança imediata no esquema de segurança da seleção. De acordo com a CBF, um policial de Los Angeles está acompanhando a delegação 24 horas por dia, dentro da concentração. Em reta final de preparação para a Copa América Centenário, o Brasil fará a sua estreia na competição neste sábado contra o Equador, no estádio Rose Bowl, em Pasadena (Califórnia), às 23h (de Brasília), pela primeira rodada do Grupo B. Antes disso, às 20h30 do mesmo dia, o duelo Haiti x Peru abre a chave.
Resultados combinados?
O regulamento da Copa América do Centenário, nos Estados Unidos, abre brecha para que uma artimanha que a Fifa aboliu após a Copa do Mundo de 1982 possa acontecer. Nenhum jogo do torneio terá partidas no mesmo horário, nem aqueles da última rodada da fase de classificação. Isso faz com que os times que atuem no segundo horário de seus grupos saibam o resultado que necessitam para se classificar e dá a possibilidade de que combinações favoráveis a essas equipes possam ser feitas.
A seleção brasileira, por exemplo, terá vantagem no Grupo B. No dia 12 de junho, jogará às 21h30 (de Brasília) contra o Peru, nas proximidades de Boston, enquanto os dois outros times da chave, Equador e Haiti, se enfrentarão duas horas antes em Nova Jersey.
Pode acontecer de que brasileiros e peruanos saibam que, por exemplo, um empate classifica ambos. É uma brecha que torneios da Fifa (Copa do Mundo), da Uefa, na Europa (Eurocopa e Liga dos Campeões), da Conmebol (Libertadores) e até a CBF, na última rodada do Brasileiro, aboliram colocando os jogos decisivos no mesmo horário. A tabela foi feita para que todas as partidas tenham transmissões sem a concorrência de outro jogo. Isso deixa a marca dos patrocinadores exposta mais tempo.