| Divulgação |
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| Produtor Fábio Fleury com raro exemplar do vinil de Taiguara |
Gravado com orquestra completa e craques da música como Toninho Horta e Hermeto Paschoal, mas censurado 72 horas após seu lançamento, em 1976, o álbum “Imyra, Tayra, Ipy”, de Taiguara (1945-1996), será alvo de audição e bate papo hoje, quinta-feira, das 19h às 21h, dentro do projeto Clube do Vinil no Sesc Bauru.
Produtor da Unesp FM, Fábio Fleury leva o “bolachão” fruto de um trabalho experimental e primoroso, porém, alvo de perseguição do governo da época.
Segundo pesquisadores e jornalistas, como Janes Rocha, autora do livro “Os Outubros de Taiguara”, o cantor e compositor foi o mais censurado pelo regime militar.
“Imyra, Tayra, Ipy” também contou com regências de Wagner Tiso, além de participações especiais de Jaques Morelenbaum, Nivaldo Ornellas, Novelli e Mauro Senise em 14 faixas, sendo 13 autorais.
Influente
O resultado é um LP (só lançado em CD há três anos) com “ecos indianistas”, arranjos sofisticados e poesia afiada (inclusive contra a falta de liberdade e a injustiça social do País). O cantor e compositor Lenine chegou a dizer que tomou a decisão de seguir carreira artística após ouvir o álbum que, por décadas, só era encontrado em lojas do Japão.
Serviço
Clube do Vinil do Sesc Bauru: hoje, quinta-feira, 2-6, das 19h às 21h, com audição e bate-papo sobre o disco “Imyra, Tayra, Ipy”, de Taiguara, na sala de uso múltiplo 3. Gratuito. (14) 3235-1750.
