| Alex Mita |
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| No Parque Paulistano, etanol chegava a R$ 2,34 dependendo da quantidade a ser abastecida |
O vendedor Luís Carlos de Lima, de 45 anos, usa seu carro para trabalhar e fica apreensivo toda vez que o preço do etanol sobe. Na semana passada, os postos vendiam o litro do combustível por R$ 1,89 e, até essa sexta-feira (3), alguns estabelecimentos já estavam cobrando até R$ 2,34, um aumento de 24%. O jeito, segundo Lima, é pesquisar preços. Antes de encontrar o posto mais em conta, de bandeira branca, ele já havia passado por outros sete estabelecimentos.
Gerente do local onde o vendedor decidiu abastecer, na quadra 26 da avenida Duque de Caxias, no Parque Paulistano, Lawrence Campos teve que lançar mão das promoções para manter as vendas. Até essa sexta (3), qualquer pessoa que enchesse o tanque com etanol pagaria R$ 1,99 o litro. Com 20 litros, o valor subia para R$ 2,29 e, abaixo disso, o preço saía a R$ 2,34. Contudo, Campos terá de aumentar os preços na próxima semana.
Ele acredita que a queda do valor do etanol, há 15 dias, se deu em função da necessidade de as usinas fazerem caixa. “Quando abaixa o preço, vende demais e a curva de venda aumenta. Portanto, a necessidade de caixa para bancar as contas vai diminuindo e o objetivo, agora, é tentar recuperar os preços. A tendência é subir até chegar à paridade de 70% do valor da gasolina”, argumenta. Por enquanto, ainda compensa abastecer com o álcool, já que essa paridade está menor do que 70%.
AÇÚCAR
O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Edvaldo Tuschi, afirma que as pequenas distribuidoras não têm mais etanol estocado e as grandes estão aproveitando a alta do dólar para exportar açúcar. Quando a demanda supera a oferta, a regra é clara: os preços sobem, mesmo em plena safra.
E a gasolina?
A gasolina, por sua vez, combustível que mais arrecada impostos para o governo, não registrou aumento significativo, mesmo com a elevação do preço do etanol.
Gerente do posto do Parque Paulistano, Lawrence Campos acredita que a tendência é de que o valor da gasolina se mantenha, pelo menos, por enquanto. “Os distribuidores aumentaram um ou dois centavos por litro, mas ainda não é suficiente para repercutir nas bombas”, revela.
O JC percorreu alguns postos de combustíveis e, naquele que é administrado por Campos, a gasolina saía a R$ 3,28, se o consumidor enchesse o tanque, a R$ 3,38, caso coloque mais de 20 litros, e a R$ 3,48, se optar por menos que isso.
Nos demais postos com bandeira, o combustível custava R$ 3,59. O posto mais em conta, de bandeira branca e localizado na quadra 23 da avenida Duque de Caxias, na Vila Cardia, cobrava R$ 3,23 até essa sexta-feira (3).
Variação de até R$ 0,47
Último levantamento de preços realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontava grande variação no valor do produto em Bauru. Nos 27 postos consultados pelo órgão, o preço do etanol oscilava entre R$ 1,87 e R$ 2,34, no período de 29 de maio até hoje.
Você sabia?
Para verificar se ainda compensa abastecer com gasolina, basta fazer uma conta simples e rápida. O consumidor deve dividir o preço do litro do etanol pelo valor da gasolina. Se o resultado for maior que 0,7, deve optar pelo segundo combustível. Se for inferior, é melhor ficar com o álcool.

