Geral

Estação abrigará incubadora de empresas em Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Samantha Ciuffa
Secretária do Desenvolvimento, Giane Vaz mostra espaço, na Estação, que abrigará incubadora

Antiga Estação Ferroviária da Noroeste sediará a incubadora de empresas de Bauru. O projeto é da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que pretende dar início às atividades dentro de aproximadamente três meses, em setembro. A incubadora, inclusive, é o primeiro passo para que futuramente a cidade tenha o tão esperado Parque Tecnológico (leia mais abaixo), através de convênio com o governo estadual.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Giane Vaz, explica que, desde o ano passado, a prefeitura buscava uma área para abrigar a incubadora. “A gente precisava de um espaço, que poderia ser um galpão, por exemplo, mas não conseguimos. Como a Estação está sendo revitalizada pelo município e uma parte não está sendo usada, conversamos com as demais secretarias e definimos pelo uso do local. É uma região da cidade que precisa ganhar movimento e ser revitalizada”, cita.

De acordo com a titular do Desenvolvimento Econômico, será utilizado o segundo piso da Estação para desenvolver o projeto. 

“A parte que é da Cultura não será afetada em nada, as atividades seguem normalmente. Vamos ocupar o segundo pavimento e contaremos com o apoio da Secretaria de Obras e Sear para reformar o espaço. Basicamente o que precisa é a troca do piso e outros ajustes. O custo será baixo. Não é algo difícil de ser implementado, a ideia é começar a funcionar por volta de setembro.

A Seplan também está ajudando, fazendo o projeto da divisão do espaço. Isso tudo começou no ano passado, quando o Renato [Purini] ainda era o secretário, ele que intermediou com o prefeito [Rodrigo Agostinho] para ceder esse espaço”, comenta Giane.

Parcerias

Em um primeiro momento, a incubadora terá espaço para dez empresas. “Se houver uma demanda maior, podemos estudar a ampliação”, resume a secretária de Desenvolvimento. Para viabilizar o projeto, ela salienta a importância de parcerias com entidades educacionais e do setor produtivo. 

“Vamos buscar parcerias com o Ciesp, Acib, o Sistema S (Senai, Senac, Senar e Sebrae, entre outros), e com as universidades e escolas técnicas, que formam mão de obra qualificada. O espaço será usado também para cursos e palestras, voltadas aos próprios empreendedores e demais interessados”, aponta. 

Giane Vaz comenta que, nesta quarta-feira, deve ir a São Paulo para oficializar o pedido de registro da incubadora bauruense junto à Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e formalizar o projeto na Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia.

Enfoque

No passado, Bauru já teve incubadoras ligadas a universidades. Atualmente, a cidade não conta com nenhum empreendimento do gênero, que agora será capitaneado pela própria prefeitura, com o apoio das entidades parceiras. A ideia inicial, na década passada, era de que Bauru fosse tecnopólo na área da saúde, só que, desta vez, a intenção é de outro foco para a incubadora.

“O governo do Estado pede um direcionamento de cada região, conforme a vocação. Botucatu já tem um Parque Tecnológico voltado à saúde, então Bauru dificilmente seria contemplada no mesmo segmento, pela proximidade das duas cidades. A incubadora é o passo inicial para que um dia tenhamos um Parque Tecnológico”, adianta.

Desta forma, a incubadora de Bauru vai ser direcionada a área de tecnologias emergentes. “Isso engloba nanotecnologia, tratamento de solo e reflorestamento, cosméticos, e também odontologia. A cidade tem escolas com cursos nessas áreas e pode se consolidar”, reitera. “O desenvolvimento de softwares para diversas finalidades é algo que deve ser incentivado também, mais ou menos como foi feito no Recife, no Porto Digital. Isso permite inclusive que a incubadora auxilie empresas que não estão necessariamente instaladas fisicamente no local, ou seja, em um trabalho à distância, por envolver o setor de tecnologia”, completa.

Cada empresa incubada teria dois anos para se desenvolver no local, podendo haver a prorrogação por um ano. Neste período, Secretaria de Desenvolvimento e demais entidades acompanhariam de perto a evolução da empresa, até que a mesma esteja em condições de se viabilizar sozinha.

 

Parque ecológico

Para chegar a ter um Parque Tecnológico, um projeto bem mais amplo, a incubadora precisa dar certo e crescer. “Quem investe nos parques tecnológicos é o governo estadual. E, para isso, é necessário que a cidade mostre um desenvolvimento em determinado setor. A incubadora é este primeiro passo”, menciona Giane Vaz. “Para ter um Parque Tecnológico, além de Bauru se desenvolver no segmento, é necessário uma área de pelo menos 200 mil metros quadrados, que a prefeitura teria de ceder para a implantação do parque. É algo para o futuro, mas que começa com um bom andamento da incubadora na cidade”, conclui.

 

Comentários

Comentários