Os italianos compareceram às urnas neste domingo (5) para eleições municipais consideradas um teste tanto para o primeiro-ministro Matteo Renzi (que convocou para o final do ano um referendo sobre a reforma constitucional) como para a direita, muito dividida.
Quase 13,3 milhões de eleitores de cidades como Roma, Milão, Nápoles, Turim ou Bolonha foram convocados a votar, ara Matteo Renzi, que foi eleito primeiro-ministro em 2014 apenas com a única experiência política de ter sido prefeito de Florença, as eleições locais são, sobretudo, simbólicas. O pleito decisivo será o referendo constitucional, previsto para o segundo semestre.
Em outubro, os italianos devem validar em um referendo uma importante reforma, aprovada em abril pelo Parlamento, que limita os poderes do Senado e, a princípio, garantir a estabilidade governamental.
Impacto externo
Renzi expressou apoio aos principais candidatos de seu movimento, o Partido Democrata (PD, centro-esquerda), incluindo o candidato à prefeitura de Roma, Roberto Giachetti, que encontra dificuldades na capital do país ante a representante do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Virginia Raggi. A advogada de 37 anos aparece com quase 30% das intenções de voto.
A votação na capital italiana é analisada, inclusive do exterior, por ser o exemplo emblemático de uma Itália envolvida em escândalos.
Em Milão, capital econômica do país, os candidatos de esquerda e direita estão praticamente empatados.
Em Turim e Bolonha, os candidatos do PD estavam bem nas pesquisas, enquanto em Nápoles o atual prefeito Luigi di Magistris, independente e muito crítico do governo nacional, deve ser reeleito.