Após o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o uruguaio Luis Almagro, acionar a Carta Democrática Interamericana contra a Venezuela - o que poderia suspender o país do bloco -, o ditador cubano Raúl Castro disse, sábado, que a ilha “nunca voltará à OEA”. O discurso ocorreu durante uma cúpula de países caribenhos realizada em Havana.
Raúl mostrou solidariedade com os venezuelanos e com o “governo legítimo do presidente Nicolás Maduro”.
Almagro citou preocupação com a grave crise humanitária na Venezuela quando invocou a Carta Democrática e pediu uma sessão urgente do Conselho Permanente da entidade para discutir a questão. Cuba foi suspensa da OEA em 1962 e, em 2009, o organismo revogou a decisão. O regime, contudo, não quis voltar ao bloco desde então.
"Pressão brutal"
No mesmo encontro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro disse que os Estados Unidos estão exercendo “pressões brutais” sobre os governos do continente para isolar a Venezuela, que vive uma severa crise econômica e política.