Bairros

Pesquise: remédios genéricos em Bauru variam até 795%

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Consumidores de medicamentos genéricos que não pesquisam preço podem estar pagando até nove vezes mais pelo fármaco em Bauru. É o que aponta um levantamento de preços realizado, entre 9 e 11 de maio, pela Fundação Procon/SP na cidade e divulgado nos últimos dias. A pesquisa considerou o valor de 65 medicamentos em nove drogarias, existentes entre o Centro e a zona sul, e o preço dos genéricos variou até 795% de uma para outra.

Foi o caso do composto Metildopa que, de R$ 2,19, foi encontrado em outra drogaria por R$ 19,62 (795% mais caro), com a mesma dosagem. Mas não são apenas os genéricos que apresentaram essa oscilação. Os medicamentos de marca, chamados de referência, também variaram até 319%, como é o caso do Amoxil (amoxilina). De R$ 15,47, o remédio foi encontrado por até R$ 64,91 (veja mais exemplos no quadro abaixo). A lista completa dos medicamentos pesquisados e o endereço das farmácias da amostragem podem ser consultados pelo link: https://www.procon.sp.gov.br/pdf/pesquisa_medicamentos_2016_bauru.pdf.

Sem autuações

Apesar da constatação da diferença gritante nos valores, o Procon de Bauru afirma que nenhuma das drogarias chegou a praticar preço abusivo. Isso porque uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece o Preço Máximo ao Consumidor (PMC).

“Nenhuma farmácia foi autuada. Alguns medicamentos ficaram quase em cima dessa margem, mas não ultrapassaram. Mas a pesquisa revela por si só o quão é importante a pesquisa de preços pelos consumidores”, aponta Silvia Piche, coordenadora do núcleo regional do Procon em Bauru.

Vale pontuar que, do total dos itens comparados, uma drogaria, localizada dentro de um supermercado de Bauru, foi a que apresentou a maior quantidade (45) de medicamentos com menor preço. Já a que apresentou preço alto em maior escala funciona 24 horas por dia.

A pesquisa

Dos 65 medicamentos pesquisados, 31 eram genéricos e 34 de referência. A pesquisa considerou como parâmetro os medicamentos encontrados com menor preço e que fossem idênticos, nesses estabelecimentos.

O Procon não considerou descontos em condições especiais, como os concedidos a aposentados, empresas, planos de saúde e nem os vinculados à Farmácia Popular.

53% mais baratos

Na comparação dos genéricos com os remédios de referência, o Procon constatou que, em média, os primeiros são 53,65% mais baratos do que os medicamentos de marca.

Conclusão

A coordenadora do Procon Bauru cita que, entre as conclusões do órgão, está a de que há redes, mesmo regidas pelo sistema de franquia, que não possuem uma política única de preços entre os franqueados.

“Nem sempre a farmácia tem um poder de negociação grande com os fornecedores, então o preço que ela consegue acaba sendo maior”, pontua Silvia. “A aplicação de descontos pode variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra”, finaliza.

 
 

 

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