A física explica que que a ordem vem depois do caos. A geografia nos conta que grandes acidentes geológicos criaram os continentes. A história comprova que os países desenvolvidos já passaram por muitas crises políticas, econômicas, morais, militares etc e que isso foi fundamental para o seu progresso social e tecnológico. A bioquímica comprova que a fórmula da juventude é adquirir novos aprendizados. Isso porque toda vez que você aprende algo novo, significa que destruiu velhos conceitos e isso é tão poderoso que produz hormônios de rejuvenescimento.
Este primeiro contexto se faz necessário para especificarmos o nosso Brasil atual, caótico em todas as esferas de atuação. Por um lado, é amargo, mas como já diriam os chineses há milênios, crise é oportunidade. Hoje em dia o refrão “é crise” entrou no vocabulário comum do dia a dia servindo para justificarmos os insucessos, terceirizarmos as culpas e responsabilidades dos nossos próprios resultados.
De uma maneira geral, observamos algumas pessoas, líderes, empresas que estão indo na contramão desta onda negativa e são conhecidos por um ingrediente incrivelmente poderoso que é o otimismo! E esta eficaz conduta é produtora de grandes reviravoltas e alavancagens de resultados Brasil afora. É fácil de entender isso, pois ninguém quer fazer negócio com pessoas pessimistas e vitimizadas, nem mesmo de graça. Imagine você querendo doar uma cama e aparecem dois interessados, um simpático e outro mal-humorado, pra quem você doará a cama?
Cada vez mais percebemos que os relacionamentos profissionais são antes de mais nada relacionamentos pessoais, e isso conecta valores em comum, estados emocionais em comum, metas em comum, propósitos em comum, sintonia etc.
Trazendo para o contexto Brasil, temos acompanhado abismados o descaso da maioria das autoridades pelas demandas municipais, estaduais e em nível nacional em todas as esferas, só que ao mesmo tempo e mais ou menos na mesma proporção, um desinteresse das pessoas para com a política. Ora pois, como podemos exigir interesse dos governantes para com as melhorias devidas sendo que nós mal sabemos em quem votamos na eleição passada?
Este ano, na minha opinião, será um divisor de águas na história política do nosso país: podemos ir de vez para o buraco ou podemos começar a usar a crise como oportunidade, ou seja, quantificar e principalmente qualificar as conversas políticas de academias, bares, igrejas, famílias, rodas de amigos, redes sociais etc.
2016, ano eleitoral municipal, o micro que influencia no macro. Fundamental se faz o papel de cada um de nós, o interesse na investigação das propostas e histórico dos seus candidatos, participação em grupos ou partidos políticos e, por fim, contribuição social oferecida por nós para a formaçao do Novo Brasil que será construído a partir da desconstrução deste cenário caótico atual.
Finalizando com a célebre frase que norteia a minha particular motivação e interesse político por um novo Brasil, “o maior problema não são os corruptos, mas sim a omissão dos honestos”.
O autor é empresário do segmento de Coaching, Palestras e Treinamentos