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| Pelos menos 20 viaturas e 67 homens do Corpo de Bombeiros e da PM, além do Samu, socorreram as vítimas |
Subiu para 18 o número de mortos em um grave acidente com um ônibus da Companhia União Litoral, que capotou na noite desta quarta-feira, 8, na Rodovia Mogi-Bertioga. Havia pelo menos 46 pessoas a bordo. Segundo informações dos bombeiros e da Polícia Civil, o motorista está entre os mortos e 31 pessoas ficaram feridas.
O veículo levava estudantes das Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Brás Cubas (UBC) para a cidade de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Também estariam no coletivo alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) de Mogi.
O delegado Fabio Pierre, da Delegacia de Bertioga, responsável pela investigação das causas do acidente, disse em entrevista à Rádio Estadão que o ônibus ficou totalmente danificado, o que deve inclusive atrapalhar as investigações. Ao capotar, o coletivo bateu em um rochedo.
"Os danos causados no ônibus dão a impressão de que houve um atentado terrorista, parece que uma bomba foi colocada dentro dele e ele implodiu. Não dá para entender como, felizmente, algumas pessoas saíram vivas daquele coletivo", disse Pierre na manhã desta quinta-feira, 9.
Alckmin envia força-tarefa para identificar vítimas
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) acionou força tarefa na região da rodovia Mogi-Bertioga, onde um acidente de ônibus que levava estudantes deixou ao menos 18 mortos na noite de quarta-feira, 8.
O superintendente da Polícia Técnico Científica, Ivan Miziara, organizou equipe para acelerar o reconhecimento e liberação dos corpos dos estudantes. De acordo com o Palácio dos Bandeirantes, três médicos legistas, três auxiliares de necropsia, dois odontolegistas e três atendentes de necrotério seguem em direção ao Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá para ajudar a equipe local que trabalhará na perícia dos corpos. Também foi deslocado um carro para transporte de cadáveres, com capacidade para quatro gaveta.
Além disso, três aeronaves da Polícia Militar "estão à disposição" para fazer o transporte das vítimas, segundo o governo estadual. Casos mais complexos devem ser transferidos para unidades especializadas.
Aluna escapa de acidente
Sem provas para fazer nem trabalhos para entregar, a estudante de jornalismo da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) Hikary Cristina Bueno Alves, de 18 anos, desistiu de ir para a aula na quarta-feira, 8, após se atrasar e perder o ônibus que passava às 17h30 perto de sua casa, em São Sebastião. Horas depois, o veículo sofreria o acidente que vitimou vários amigos seus.
"Foi uma coisa inexplicável, porque não costumo faltar. Eu conhecia todo mundo, falava com eles, a gente brincava."
Ela soube do acidente na madrugada, quando amigos começaram a enviar mensagens pelo WhatsApp e Facebook. "Perguntaram se eu estava viva e fiquei completamente desesperada. Pensei nos meus amigos. Não consigo acreditar que isso aconteceu com as pessoas maravilhosas com quem eu falava todos os dias." A jovem estava muito emocionada e não parava de chorar.
Hikary, que está no primeiro período do curso, conta que já tinha medo do trajeto que o ônibus costuma fazer e que pensava em se mudar para Mogi das Cruzes."Sempre tive medo daquela serra e a estrada tem muita curva. Já pensava em ir morar em Mogi e, agora, estou pensando seriamente em me mudar."