Articulistas

Rejeição dói, mas não é o fim do mundo

Wellington Balbo
| Tempo de leitura: 1 min

Quando escrevia o livro ‘Evite a rota do suicídio’, no trabalho de pesquisa constatei que muita gente sai pela porta dos fundos da existência, consumando o triste ato do suicídio, porque foi rejeitado. Casamentos, namoros, relacionamentos de décadas findam-se e há pessoas que não conseguem lidar com o término. Muitas desesperam-se porque depositaram todas as suas esperanças no outro e viveram em função dele.

E neste desespero questionam: e agora, o que farei sem ele (a)? Como disse anteriormente, alguns cometem o suicídio, outros tantos piram e literalmente recusam-se a viver. Claro que ser rejeitado não é “bolinho”, mas, convenhamos: está longe de ser o fim do mundo... É o fim, mas apenas de um relacionamento. Não pense você que quero malbaratar a sua dor, nada disto. Ser rejeitado por alguém causa muita tristeza.

Entretanto, isto não quer dizer que não temos valor, mas, sim, que o outro optou por não estar conosco, o que é, diga-se de passagem, um direito dele. Tenho visto muita gente desvalorizar-se porque foi preterido. Bobagem. Vida que segue.  Dói? Dói muito, mas passa... Somos Espíritos em progresso e estamos sujeitos a passar por essas provas. Se bem a suportarmos, esta dor no coração poderá deixar-nos mais fortes e preparados para, quem sabe no futuro, vivenciarmos um amor bem bacana, recíproco, sem que tenhamos de implorar atenção e carinho... Um amor daquele tipo 50% e 50%, os dois olhando na mesma direção e prontos para crescerem juntos.

Desvalorizar-se não é, pois, o caminho. Mais vale refletir nas razões que levaram ao término da relação e avançar, lembrando que tudo, absolutamente tudo, concorre para nosso progresso.


O autor é colaborador de Opinião

 

Comentários

Comentários