| Malavolta Jr. |
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| Gustavo quer entender a interação entre o acessório e o ser humano |
Maquinismo ou aparelho que serve para marcar o tempo e indicar as horas. Essa é uma das definições do que se conhecia como relógio. Mas as funções atuais do dispositivo de pulso vão além. Elas chegam a medir os sinais vitais dos seus usuários e também a acessar as redes sociais, por exemplo. Não à toa é conhecido como relógio inteligente. Para testar a sua funcionalidade, um estudante do programa de pós-graduação em design da Unesp de Bauru lançou uma pesquisa online.
Gustavo de Andrade Silva pretende entender de que forma a interação entre o aparelho e o ser humano funciona e, se de fato, a moda vai pegar. Formado em ciências da computação em uma graduação “sanduíche” entre a Unesp de Bauru e o Instituto de Tecnologia de Nova York, o mestrando procurava uma maneira de unir a computação com o design e chegou até o relógio inteligente.
Ele revela que o equipamento não é tão recente quanto parece: foi lançado na década de 80 e era composto por uma agenda telefônica ou um calendário. “Era muito caro e a indústria parou de produzir”, acrescenta. Com o avanço tecnológico, a ideia voltou à tona, em 2014, mas com algumas adaptações. “Você consegue acessar redes sociais, fazer e receber ligações, enfim, tudo o que proporciona um celular, mas em uma tela pequena em seu pulso”, descreve.
O problema é que o dispositivo ainda precisa se comunicar com o celular - a uma distância máxima de 10 metros - através do bluetooth. “Muita gente prefere usar para fazer atividades físicas, já que o equipamento mede a pressão arterial e os batimentos cardíacos. Outro fator positivo é que a tela se abre só com o balançar do pulso. Com o celular já é diferente, tem de tirar do bolso e desbloquear”, afirma.
Pesquisa
A pesquisa de Silva será apresentada no 1.º Congresso Internacional de Ergonomia Aplicada (Conaerg), que ocorrerá em Recife, entre os dias 19 e 26 de novembro. Antes, ele irá submetê-la a uma banca avaliadora. Para dar tempo, o mestrando precisa que os usuários dos relógios inteligentes respondam ao questionário online até hoje.
Quem quiser participar, basta acessar o link: https://goo.gl/forms/hT1Huw2z9oSUYkDz1. Após o congresso, o texto poderá ser lido no site do Laboratório de Informação, Visão e Ação (Livia) e do Laboratório de Ergonomia e Interfaces (LEI), ambos da Unesp de Bauru. A pesquisa é orientada pelos professores Luiz Carlos Paschoarelli e Sérgio Tosi Rodrigues.
