| Malavolta Jr. |
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| Em 1º de agosto de 1926 foi fundado oficialmente o Bauru Tênis Clube |
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| Na foto o Carnaval de 2000 |
A ideia de criar um clube de tênis em Bauru surgiu na década de 1920, época em que o desenvolvimento da cidade dava seus primeiros passos. Mas foi em 1 de agosto de 1926, quando Bauru completou 30 anos, que foi fundado oficialmente o Bauru Tênis Clube.
Mais do que acompanhar a história de Bauru, o BTC fez parte dessa história em diversos momentos marcantes. O clube deu a Bauru o “título” de celeiro de tenistas. E quem nunca ouviu falar dos grandes e disputadíssimos Carnavais promovidos pela então sede social, no Centro da cidade?
O atual presidente do BTC, Aparecido Osvaldo Sevilhano, lembra que o clube acompanhou o crescimento da cidade desde o seu início, praticamente. “Os fundadores do clube foram visionários e foram tornando o clube grande. Desde o início, o BTC tem procurado ser para os sócios uma extensão do seu lar. Além dos destaques no tênis, o atual presidente do clube lembra que o BTC, atualmente, proporciona a prática muitos esportes”, comenta.
Você sabia?
O BTC tem seu Estatuto Social desde 1926. Para ser presidente, é preciso que o candidato tenha mais de 20 anos como associado, sem contar período em que foi dependente. Os demais diretores que compõem a diretoria executiva devem possuir mais de 10 anos de permanência no quadro associativo. O mandato é de 2 anos e a diretoria pode ser reeleita para um segundo mandato de 2 anos. Hoje, o presidente é Aparecido Osvaldo Sevilhano.
Sócios e funcionários acompanham trajetória do BTC
Betecistas falam sobre transformações e a rota do clube ao longo de suas nove décadas
O Bauru Tênis Clube (BTC) conta com aproximadamente 5.500 associados (entre titulares e dependentes) e 87 funcionários. Muitas dessas pessoas mantêm uma relação estreita com o clube há décadas, tendo acompanhado as mudanças e evolução betecista ao longo dos anos.
| Divulgação |
| A fachada da antiga sede social do clube, no Centro, o BTC Náutico e o BTC atual |
O jornalista e tenista veterano Cesar Savi é sócio do BTC há 50 anos. Aos 78 anos, ele é um tenista veteraníssimo, como costuma brincar. Um sócio cheio de ideias, Cesar é frequentador assíduo do clube, chamado por alguns de voluntário, já que costuma dar os seus “palpites” em boas sugestões.
“Lembro-me que comecei a jogar tênis com o apoio e a paciência dos saudosos Ari e Edvaldo Joaquim. Lembro-me do grande movimento da garotada que aprendia tênis na sede antiga com o Cláudio Sacomandi. E, à noite e aos finais de semana, os adultos jogavam e predominavam no clube”, recorda.
Cesar lembra com carinho das vitórias do tênis, principalmente nos Jogos Abertos do Interior e do seu início, quando o esporte era jogado com calças compridas brancas. Na parte social, comenta, o BTC marcou a história da vida de muitos bauruenses.
Funcionários ‘figuras’
| Malavolta Jr |
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| Encarregada da secretaria, Iara Monchelato está há 27 anos no BTC e é chamada de “tia” Iara pelas crianças sócias |
Quem frequenta o BTC, certamente conhece os chamados funcionários “figuras”, aqueles que estão no clube há muitos anos e são conhecidos praticamente por todos.
Uma dessas pessoas é a encarregada da secretaria Iara Parizotto Monchelato que, entre idas e vindas, está no clube há 27 anos. Ela atende o público e organiza festas, ou seja, é figurinha bastante conhecida dos associados.
“Eu não me vejo fora do BTC. Por aqui, fiz muitas amizades, inclusive com os sócios. Vi as crianças crescerem. Alguns já têm até filhos. É até engraçado, um dia a criança passa por você brincando e, no outro, já aparece adulta, dirigindo. E ainda me chamam de tia”, diverte-se.
Fez história
“O BTC nunca foi só o tênis. Havia a piscina e as competições de natação. Houve um tempo em que havia disputas de jogos de basquete, também. Mas as atividades sociais, com os aperitivos dançantes, também fizeram história nas tardes de domingo, ao som de Renato Tambara e sua orquestra”, enfatiza.
Ainda segundo o associado, todas as atividades sociais do clube eram marcantes. Ele cita os tradicionais bailes de debutantes, as festas embaladas por grandes orquestras, os disputadíssimos Carnavais... “O salão principal e as galerias ficam cheias. Foram os bailes mais famosos da região. E, sobre os dias atuais, podemos dizer que o BTC é um dos grandes clubes do Interior, em termos de área e de atividades oferecidas aos sócios”, finaliza.
| João Rosan/Arquivo JC |
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| “O BTC é um dos grandes clubes do Interior”, comenta o jornalista Cesar Savi, tenista veterano e sócio do clube há 50 anos |
| Malavolta Jr |
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| Curiosidade: o atual BTC era chamado de BTC de Campo no passado, pela unidade ser afastada da cidade. Conforme as décadas foram se passando, a população aumentou e o município cresceu em volta do clube. E o nome caiu em desuso porque os residenciais e o comércio abraçaram a atual sede |
| Malavolta Jr |
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| O encarregado-geral ‘Toninho’, Antônio Alves dos Santos, é uma das “figuras” do clube |
‘Toninho’
Toninho, Antônio Alves dos Santos, é outra figura bastante conhecida pelos associados do BTC. Ele começou a trabalhar como pedreiro e hoje é encarregado-geral, uma espécie de fiscal por lá e, sendo assim, anda pelas dependências do clube o dia todo.
“As crianças crescem gostando da gente. Isso é muito bacana. O pessoal passa de carro e nunca deixa de cumprimentar com um “oi, Toninho” ou “e aí, Toninho”... Vi muita gente crescer aqui dentro. Garotos que começaram pegando bolinhas e hoje estão bem profissionalmente”, narra.
Toninho chegou a trabalhar também na Sede Social e Náutica e recorda com nostalgia dos grandes bailes do BTC no Centro: “Grandes tempos. O BTC fez história”, acredita.
Para celebrar a amizade
O BTC ainda é um local onde, tradicionalmente, família e amigos se reúnem. Exemplo é o grupo Serpentário, que há mais de 35 anos celebra a amizade todos os domingos nas dependências do clube. No fim do ano, os amigos se reúnem para uma festa maior.
Formado por profissionais de diversas áreas, como empresários, médicos, advogados, juízes, promotores de Justiça, procuradores, o grupo conta com cerca de 50 integrantes e já virou herança de pai para filho.
| Aceituno Jr. |
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| Novembro de 2015: Plínio, Gobinho, Zé Luiz, Matheus, Guerrinha, João, Milton, Aparecido, Julinho, Olival, Júnior, Teco, Zarcílio, Dudu, Castilho, Cleuto, Fernando, Tony, Wilson, Berto, Nando, Cássio, Cardosão, Lalau, Alessandro, Luiz Henrique, Buffa, Celso, Alamir, Alan e Gema. Sentados: Carlô, Rufino, Hélio, Renato, Raduam, Ari Garcia, Rollo, Edson, Manso, Luiz, Ricardo e Jocelyn |
Dentre todos os esportes, o tênis se destaca
Tetracampeão mundial de tênis, BTC deu a Bauru o “título” de celeiro da modalidade
| Malavolta Jr. |
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| Quadras de tênis do BTC atual |
Por ter conquistado quatro títulos mundiais, o BTC é considerado um revelador e formador de grandes jogadores, com destaques dentro e fora do Brasil, o que deu a Bauru o status de celeiro de tenistas.
Sacomandi é um sobrenome conhecido no município e, de cara, remete ao tênis. O saudoso Cláudio Sacomandi morava em São Paulo e começou no tênis como pegador de bolas. Aprendeu a jogar e, com o tempo, foi convidado para dar aulas em Marília. Veio para o Interior, onde o seu trabalho ganhou destaque, principalmente com sua atuação no BTC.
Aqui chegando, Sacomandi passou a treinar o pessoal e a formar jogadores. Grandes tenistas cresceram nas mãos dele. “Antigamente, os tenistas de Bauru eram “temidos”. Em 1971, por exemplo, no Campeonato Brasileiro, em Joinville, o Estado de São Paulo foi campeão com 54 pontos. Destes, Bauru fez 28. Na entrega dos troféus, apresentaram Bauru como o “Estado de Bauru” e disseram que em matéria de tênis éramos um Estado”, lembra o ex-tenista e também professor Celso Sacomandi, filho de Cláudio.
Tradição
| Malavolta Jr. |
| Ex-tenista e professor Celso Sacomandi foi um dos destaques do tênis bauruense |
Celso Sacomandi, que jogou profissionalmente até os 23 anos, destaca alguns nomes do cenário do tênis betecista, como Roberto Cardoso, Luiz Carlos Barros César, a famosa Equipe da Primavera... “A partir de 1970, a cidade passou a ter uma forte equipe infanto-juvenil, uma das melhores do Brasil. Hoje, os meninos têm outros interesses, o que contribui para que as coisas não sejam mais como antes”. Segundo Celso, o BTC, com o tênis, levou o nome da cidade para os quatro cantos do País, o que ainda se ouve por aí.
Nem só de tênis
Embora o tênis tenha se destacado desde o início do clube, que foi fundado originalmente para a modalidade, o BTC foi ampliando o leque esportivo ao longo das décadas. Atualmente, destacam-se o futebol, futpong, polo aquático, natação, judô, caratê, xadrez e triatlo.
Todas as modalidades em destaque possuem escolinhas infantis. Já o tênis e o xadrez são esportes que têm projetos sociais desenvolvidos pelo BTC em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel).
Você sabia?
O BTC é tetracampeão mundial de tênis. Cada título corresponde a uma das quatro estrelas presentes no escudo do clube. Luiz Carlos de Barros César conquistou o bicampeonato mundial universitário e as duas primeiras estrelas na cidade de Dortmund, na Alemanha, em 1953, e em San Sebastian, na Espanha, em 1955. Após 24 anos de espera, a então jovem Cláudia Faillace sagrou-se campeã mundial infantil na Venezuela, em 1979. O Bauru Tênis Clube esperou 35 anos para conquistar com Roger Guedes, em 2014, na Turquia, sua quarta estrela.
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