| Douglas Reis |
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| Na foto a avenida Rodrigues Alves. Foi mal recebida por alguns vereadores a iniciativa da Prefeitura de Bauru em contratar empresa para atestar a qualidade do asfalto da cidade |
Foi mal recebida por alguns vereadores a iniciativa da Prefeitura de Bauru em contratar empresa para atestar a má qualidade do asfalto e de outros materiais utilizados em obras terceirizadas pela administração. Como mostrou reportagem na edição dessa segunda-feira (13) do Jornal da Cidade, esses serviços só serão requisitados quando os trabalhos executados por empreiteiras e construtoras particulares apresentarem problemas.
Durante a sessão legislativa dessa segunda, a crítica mais dura veio de Raul Gonçalves Paula (PV). O parlamentar acusou o governo de brincar de fazer projetinhos. “É para dizer que somos incompetentes. Eu tenho certeza de que temos funcionários capazes de fiscalizar essas obras”, avaliou na tribuna. Raul elencou uma série de estudos e planos contratados pela administração que ou são subaproveitados ou nunca saíram do papel.
“O Instituto Soma fez um trabalho riquíssimo de georreferenciamento, que precisa ser atualizado e não utilizado apenas para cobrar imposto. Temos um Plano Diretor de Águas que não seguimos e está saindo outro para analisar a Estação de Tratamento de Água. Também recorremos a uma empresa para fiscalizar as obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e, na primeira dúvida sobre os rumos do serviço, ninguém falou a mesma língua. E não vamos nem falar no Plano de Resíduos Sólidos”, ironizou o parlamentar, em entrevista ao JC. Ainda na tribuna, Raul Paula estimou que só com os exemplos citados o governo municipal tenha gastado cerca de R$ 15 milhões.
O presidente da Câmara Municipal, Lima Júnior (PSDB), endossou o discurso, lamentando que a administração tenha se preocupado em fiscalizar a qualidade do asfalto só ao final da gestão, quando já vencido o seguro da maior parte da pavimentação executada durante o primeiro mandato do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).
Moisés Rossi (PR) cutucou dizendo que, ao se propor a contratar tais serviços, a prefeitura admite a má qualidade de suas obras. Já Artemio Caetano (PMDB) chamou de precário o asfalto aplicado sobre as vias públicas de Bauru e deu reiterou a insatisfação com o fechamento da pista de skate contratada pelo município, cinco meses após sua inauguração por conta de problemas estruturais. “Vai ficar mais tempo interditada do que ficou aberta”.
Alegações
O impasse entre a prefeitura e a construtora responsável por esta obra foi utilizada como exemplo pelo secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, para justificar a contratação. Ele alega que, hoje, quando há problemas, a administração fica refém dos laudos apresentados pelas empreiteiras. “Daí fica aquele empurra-empurra. A gente vê que a coisa não saiu como tinha que ser, mas a empresa diz que não é de responsabilidade dela”, justifica.
Apesar disso, o secretário admite que as empresas costumam refazer os serviços mal feitos quando há exigências do poder pública. A Prefeitura de Bauru não informou quanto pretende gastar com a contratação dos ensaios de laboratório para analisar a qualidade dos materiais usados em suas obras para não prejudicar o processo licitatório, cujo pregão eletrônico está marcado para o dia 22 de junho.
| Samantha Ciuffa |
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| Pedro se emocionou durante a leitura do projeto |
Homenagem e emoção
Pedro Motta Popoff, 9 anos, artisticamente conhecido como Pedro do Cordel e do Baião, se emocionou durante a sessão da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (13). Ele é neto da militante feminista Acyr Santinho Motta, que morreu aos 75 anos em julho do ano passado. O nome da funcionária pública que, por muitos anos, presidiu o Conselho Municipal da Condição Feminina de Bauru foi aprovado, por unanimidade, para batizar uma via pública da cidade. A iniciativa para a homenagem partiu do vereador Markinho da Diversidade (PP).
A pauta
Os dois projetos aprovados em primeira discussão na sessão dessa segunda-feira (13), de autoria do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), geram impacto nas despesas com pessoal do governo. Um deles autoriza a criação de mais seis cargos de diretores escolares. O outro altera a estrutura organizacional da Fundação de Previdência (Funprev). Todos os auxiliares, agentes e técnicos da entidade passam a ser enquadrados como assistentes administrativos.
Com a mudança, o salário-base inicial desses servidores passa de R$ 1.250,00 para R$ 1.500,00. A proposta também cria três funções de confiança para a secretaria da presidência, chefia de apoio operacional e chefia de perícia médica. Por fim, o texto estipula o pagamento de gratificação de R$ 500,00 mensais ao cargo de controlador interno da fundação.

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