Tribuna do Leitor

Paiva

Dagoberto F. Pereira
| Tempo de leitura: 2 min

Unanimidade entre os colegas, Paiva tinha como característica marcante sua lealdade. Ser humano de valores sólidos, ele era extremamente dedicado à atividade policial e amplamente comprometido com a sociedade. Ajudou a transformar a Delegacia de Pacaraima, onde permaneceu por quatro anos, num ambiente melhor para os colegas lotados, os vindouros, os contratados e consequentemente para a população. Nunca mediu esforços para desempenhar suas funções e ir além, tanto que entregou sua própria vida para transformar o Brasil num país melhor.


Essas foram as palavras de um dos amigos do Paiva, que conviveu com ele diariamente em Pacaraima. Acreditamos que nenhum dos ora presentes gostaria de estar aqui para este tipo de homenagem... não pela homenagem em si, mas pela razão da qual ela decorre.


Heróis e boas ações são verdadeiramente imortais. Tem lugar dito e certo no coração e nas lembranças de parentes, amigos e beneficiados. Em nossa caminhada pela Terra, algumas vezes são os fatos que nos movem. Assim, hoje estamos reunidos em memória a um grande homem. Tal qual um pai não deseja enterrar um filho; um amigo também, nem de longe, quer enterrar o outro, ainda mais dependendo da estirpe desse amigo.


É óbvio que ninguém gostaria de hoje estar relembrando aqui o que ocorreu naquela fatídica noite, em uma pista de pouso de aeronaves em meio a um canavial em Bocaina, onde um avião carregado com armas e drogas pousou, sendo recepcionado por uma quadrilha de bandidos fortemente armados, que em confronto fez tombar um verdadeiro amigo, que só fazia “somar”, ou seja, onde Paiva estava, só coisas boas irradiavam e, para quem acredita, ainda continua a irradiar.


Hoje é uma data especial, data da cerimônia de inclusão não só de um policial, mas de um amigo, um irmão, o Paiva, Fábio Ricardo Paiva Luciano, na Galeria de Heróis da Delegacia Polícia Federal em Bauru.


Não há como descrever em poucas palavras o profissional que Paiva foi durante sua curta jornada entre nós. Porém, vale enfatizar que ele era uma pessoa muito feliz com sua escolha profissional, agente de Polícia Federal, sempre laborando como a devida discrição, dedicação e denodo.


Como um amigo de todos, até onde nossa memória possa alcançar, você, Paiva, estará sempre conosco: sua chegada de todos os dias, aquele “bom dia” sereno, aquele sorriso discreto, a segurança evidente, as lições de humildade, foram dias que realmente fizeram a diferença...


O tempo não será capaz de apagar as lições e exemplos de amizade, de homem, de policial! O mérito e a honra não estão no fato trágico visto de maneira isolada, mas sim no que você foi no dia a dia. Obrigado por ter estado (e continuar) conosco.


Colega, amigo e irmão!

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