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Técnica deixa urologia menos invasiva

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Promovido pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o curso de atualização “Urologia Global: Superando Fronteiras da Urologia”, teve grande participação dos profissionais da especialidade ao longo de todo o dia de ontem, no Centro de Estudos do Hospital Unimed de Bauru (Cehub).

Entre os principais temas tratados, as técnicas menos invasivas da urologia e o tratamento de câncer de próstata em estágio avançado. O presidente da SBU, Archimedes Nardozza Jr. (professor da Unifesp), destacou a variedade de assuntos discutidos. “Pela manhã tratamos de cirurgia pediátrica, com uma cirurgia ao vivo e apresentação de técnica de injeção de botox na bexiga, e à tarde falamos sobre o tratamento do câncer de próstata e do cálculo renal”, pontua.

Nardozza comenta que, no caso dos cálculos renais, já existem técnica menos invasiva em uso no Brasil. “O cálculo renal é altamente prevalente, cerca de 15% da população vai ter, e é mais frequente em mulheres que em homens. Em meses de calor a incidência é maior, por conta da desidratação, facilitando a formação dos cálculos. Existem hoje diferentes modalidades, como a ureteroscopia flexível, na qual você consegue entrar com o aparelho por um orifício natural dentro do rim, passando pelo canal da uretra e bexiga. É menos invasivo, e cerca de 25% dos urologistas já usam, porém é preciso expandir”, argumenta. “Na rede privada esses procedimentos chegam mais rapidamente, na rede pública é mais lento”, completa.

Câncer

O médico urologista bauruense Aguinaldo Nardi, coordenador de projetos de educação continuada da SBU, lembra que a sobrevida de pacientes com câncer de próstata em estágio avançado chega a dois anos atualmente. “De dez anos para cá melhorou muito o prolongamento de um paciente com câncer avançado, que não está só na próstata, mas já espalhado por outros órgãos. Não tem cura, mas é possível dar uma qualidade de vida melhor ao paciente”, resume. A estimativa é que um entre cada seis homens vai desenvolver o câncer de próstata, que se descoberto logo no início tem 90% de chance de cura, por meio da extração ou radioterapia. A recomendação dos urologistas é que os homens a partir de 40 anos comecem a fazer os exames periódicos.

Sucesso

Médicos de outras especialidades estiveram presentes, inclusive de outras cidades paulistas, e a transmissão ao vivo por vídeo da produtora bauruense TBR foi considerada positiva. “Aqui, presencialmente, tivemos 60 médicos, e principalmente uma grande audiência fora, com quase 600 profissionais, em cerca de cem cidades de todas as regiões do País, acompanhando tudo ao vivo”, destaca Nardozza. Houve ainda transmissão em tempo real para cidades da Argentina, como Buenos Aires, Mendoza e Salta, com tradução em tempo real, realizada pelo médico Filemon Anastacio Casafus.
O médico urologista Nilton Carlos Busch, que participou do evento, gostou da estrutura e dos temas. “É um curso de grande relevância, por trazer as novidades recentes, e ter a parte prática, com as cirurgias ao vivo. Para nós é muito bom saber que Bauru tem um hospital em condições de receber um evento deste porte, atraindo colegas também de outras especialidades médicas”, menciona.

Satisfação

O médico Aparecido Donizeti Agostinho, diretor superintendente da Unimed-Bauru, comemorou os bons resultados do curso. “É um evento de alcance nacional e internacional, então nos traz orgulho por poder receber um curso que permite a troca de conhecimento com pessoas de vários lugares. Atualmente, a Unimed possui uma dotação orçamentária para o Centro de Estudos, justamente com o objetivo de qualificar cada vez mais os profissionais, em parceria também com entidades como a SBU”, exemplifica.

Curso

Em uma das salas do Cehub, houve um curso de qualificação para os enfermeiros, voltado a técnicas de cateterismo vesical. As turmas assistiram a exposições de uma hora, o que permitiu que centenas de enfermeiros pudessem acompanhar o trabalho.

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