Ao sabor da safra 2013 do português “Confidencial”, o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) investiu pelo segundo ano em uma celebração junina para colegas do parlamento, poucos hoje na esplanada dos ministérios, e recebeu “sem ser muito amigo” o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTC-AL). Tentando se mostrar bem-humorado com sua citação na delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o anfitrião brincou diversas vezes que o banquete e o vinho português eram um oferecimento de Machado, apontado por alguns como “irresponsável”, “louco”, “operador do PT”.
“Não sei onde esse cara quer chegar?”, questionavam-se alguns convidados quando a conversa era a delação de Machado, que acabou irritando “e muito” Michel Temer, segundo os que convivem com o presidente em exercício. “A festa está sendo paga pelo que sobrou da grana de Machado. Nunca foi tão bem aplicado o dinheiro do Machado”, brincou um Heráclito que se dividia entre as rodas de políticos e orgulho das filhas e dos netos.
Além do nome de Heráclito e do agora ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, que acabou deixando o cargo após as revelações de Machado, o delator citou os deputados petistas Cândido Vaccarezza, Luis Sérgio, Edson Santos e a ex-ministra Ideli Salvatti. Todos negam as acusações. Em um dos momentos em que parou de ironizar com a citação a seu nome, o anfitrião afirmou que esta semana vai tomar providências judiciais para questionar a fala de Machado.