Infelizmente vivemos em um mundo onde as diferenças muitas vezes são encaradas como defeitos. E nesse mundo, ser mulher, negro, índio ou homossexual pode ser um problema. As pessoas que não se enquadram nas minorias têm dificuldade de aceitar as diferenças e, como consequência, de lutar por igualdade de tratamento. Nesse ano as minorias terão, mais uma vez, a chance de mudar esse cenário. É ano de eleições municipais e estamos com muito poder nas mãos – o poder de colocar nas prefeituras e nas câmaras de todos os municípios do país os nossos representantes.
E as minorias, que tanto reclamam de discriminação, falta de oportunidade e de falta de representatividade, precisam acordar e perceber que podemos começar a transformar o nosso mundo. Precisamos analisar os candidatos que vão aparecer aos montes e pesquisar quem são eles e o que fizeram; ler sobre seus projetos e ambições; analisar o perfil e procurar identidade. Essa é a palavra: identidade.
É fundamental que tenhamos negros, mulheres, homossexuais em todos os ambientes, sejam políticos ou não, na mesma proporção em que essas minorias então espalhadas na sociedade. Por isso, antes de escolher em quem vai votar, pense se não quer ver um igual no poder, para que talvez ele, por entender quais os problemas que você enfrenta no seu dia a dia, possa fazer a diferença. Vamos procurar seres humanos corretos para nos representar. Mas vamos procurar também seres humanos corretos que tenham identidade conosco. Que nos representem de verdade. Que falem nossa linguagem, entendam nossos problemas e lutem, conosco, por soluções. Isso sim é representatividade!