Contemplados por três empreendimentos do programa federal Minha Cada Minha Vida (MCMV) destinados à população com renda familiar de até R$ 1.800,00 ao mês em Bauru terão que arcar com parcelas do financiamento habitacional muito maiores do que as cobradas atualmente. Os novos valores, reajustados em até 237%, valerão para todos os contratos assinados a partir de 1 de julho de 2016.
Nesta quinta-feira (23), a Caixa Econômica Federal, gestora do projeto, informou que, antes deste prazo, serão viabilizados apenas os residenciais Ypês (224 unidades) e San Sebastian (160 unidades). O Manacás (288 unidades) e os Chácara das Flores 1 e 2 (352 unidades) só serão entregues no segundo semestre.
A nova equipe que coordena o projeto pela Prefeitura de Bauru, desde a renúncia da vice-prefeita Estela Almagro (PT) ao posto, tentava garantir a assinatura dos contratos até a quinta-feira da semana que vem.
Dos cinco empreendimentos pendentes, os residenciais Ypês, Manacás e San Sebastian já tinham suas obras concluídas no mês de maio e dependiam apenas da superação de entraves burocráticos, relativos à documentação. No Manacás não foi possível.
Já a construção dos dois residenciais chamados Chácara das Flores ainda não havia sido concluída. Faltava definir os beneficiários de 30% de suas unidades destinadas à demanda dirigida, ou seja, que independem da realização de sorteios.
Os valores
O reajuste no valor das parcelas, congeladas desde 2009, foi determinado ainda pela presidente Dilma Rousseff (PT), antes de seu afastamento do cargo.
Nos contratos assinados até o próximo dia 30, o custo mensal da casa própria para os beneficiários de baixa renda do programa varia de R$ 25,00 a R$ 80,00. A partir do segundo semestre de 2016, subirá de R$ 80,00 a R$ 270,00. Os financiamentos têm duração de 10 anos e a maior parte do valor dos imóveis é subsidiada pela União.
A mudança preocupa os gestores responsáveis pela execução do programa no município, já que muitas pessoas, depois de assistidas, assumem responsabilidades com despesas que inexistiam anteriormente, como taxa condominial e conta de energia, além das parcelas mensais à Caixa.