Economia & Negócios

Bolsa fecha em baixa de 2,82% e dólar avança 1,07%

Por Paula Dias, Silvana Rocha, Lucas Hirata e Denise Abarca | AE
| Tempo de leitura: 2 min

A aprovação da saída do Reino Unido da União Europeia gerou um forte movimento de aversão ao risco, que penalizou as bolsas de valores no mundo todo. No entanto, a queda de 2,82% da Bovespa (50.105,26 pontos) nesta sexta-feira (24), foi interpretada por analistas como uma correção das expectativas otimistas formadas nos últimos dias, essencialmente. Evidência desse movimento é o volume de negócios movimentado na bolsa, de R$ 6,975 bilhões, pouco acima da média de junho (R$ 6,457 bilhões), descartando saída expressiva de recursos do mercado.

No final da manhã, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou que, em termos de fundamentos, o impacto da saída do Reino Unido da UE no curto prazo é muito limitado no Brasil. Maciel disse que mudanças são graduais nesse processo de saída do país do bloco econômico e que o fluxo de comércio do Reino Unido com o Brasil é de 1,5%. "Os impactos são limitados", disse ele. "Em termos de mercados, claro que a saída agrega incertezas no curto prazo", completou.

A vitória da saída do Reino Unido da UE, que contrariou as pesquisas recentes, teve forte influência no mercado de câmbio, com o fortalecimento do dólar frente à maioria das moedas pelo mundo. As commodities sofreram perdas, com destaque para os preços do petróleo, que fecharam em queda de quase 5% nas bolsas de Nova York e de Londres. Com isso, as ações da Petrobras fecharam em baixa de 5,15% e de 4,34%, respectivamente.

A Vale, por sua vez, registrou quedas de 8,32% (ON) e de 8,96% (PNA), acompanhando de perto os preços das ações de seus pares no exterior. Outro setor fortemente penalizado foi o bancário, também por acompanhar pares no exterior. Nesse grupo, destaque para as units do espanhol Santander, que cederam 4,19%. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso no Ibovespa, terminou o dia com perda de 3,50%.

 

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