Tribuna do Leitor

Mais uma história sobre a Nações Unidas

Irineu Azevedo Bastos - Formado em Direito na ITE e fez pós-graduação na U
| Tempo de leitura: 2 min

A Nações em construção era denominada pelos usuários de avenida Marginal, até que em 22 de outubro de 1971 o prefeito Alcides Franciscato (mandato de 1º/2/1969 a 31/1/1973), assumindo por curto período o vice Euflávio Giraldis de Carvalho, pelo decreto nº 653, a denominou de avenida Nações Unidas.


Um parêntese: a Organização das Nações Unidas (ONU), que inspirou o nome da nova avenida,  traduz a união de nações do mundo, com objetivos, dentre outros, de  manter a paz internacional, desenvolver relações de amizade entre seus membros, com base nos princípios de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos,  melhorar as condições de vida de todos, mediante cooperação internacional e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos etc.  A sede da ONU é um território internacional situado na cidade de Nova Iorque, nos EUA. Mas esses claros objetivos, no tempo, não são sempre alcançados. Fecho o parênteses. Continuarei com o tema.


Alcides Franciscato, Osvaldo Sbeghen (mandato de 31/1/1977 a 31/1/1983, substituído pelo professor Rodolpho Pereira Lima por curto período) e Luiz Edmundo Carrijo Coube (mandato de 31/1/1973 a 31/1/1977), assumindo por curto período o vice Jurandyr Bueno Filho, idealizador do Parque Vitória Régia, além de outras intervenções de melhoria viária, em ações distintas, esses prefeitos levaram a Nações Unidas até o viaduto da Rodovia Marechal  Rondon, sendo que o engenheiro Gerson de Almeida, que coordenava as obras, informou-me que o prefeito Luiz Edmundo contraiu um  empréstimo de R$ 25.000.000,00 e, ao invés de contratar uma empresa mediante licitação, preferiu adquirir os  equipamentos para a obra e tocá-la com pessoal da prefeitura. Têm equipamentos que até anos recentes foram utilizados.


Jurandyr Bueno era responsável pelo projeto, tendo total apoio de Adelmo Bertussi e meu cunhado, o advogado Hely Felippe, respondia pela área jurídica. Como era grande a área a ser desapropriada, dr. Hely recomendou que fossem desapropriados e pagos os terrenos, com escritura passada no cartório, antes de prosseguir com a construção da via, quando então esses terrenos valorizariam em virtude do asfaltamento e outros benefícios, e custariam bem mais caros para a Prefeitura.

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