| Malavolta Jr. |
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| Gonzalo Horta Perez, Giane Vaz e Renato Purini explicam os detalhes do Eco Distrito |
| Aceituno Jr. |
| Rodrigo Agostinho informa que o projeto irá para a fase de análise pelas instâncias da prefeitura e do Estado |
Foi lançado o projeto do Distrito Industrial voltado para tecnologias ambientais e inovação, com implantação de Parque Tecnológico agregado e com funcionamento direcionado para estes focos. Para tanto, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon) conta que está averbada como doação exclusiva para esta finalidade uma área total de 1,9 milhão de metros quadrados situada próxima das penitenciárias e do aterro sanitário, com acesso pelo quilômetro 353 da Marechal Rondon.
Abrangente e ambicioso para a recente onda de passividade e inércia com que o setor público trata o segmento e suas pendências há mais de uma década, o Eco Distrito e Parque Tecnológico seriam o “oásis” da ocupação industrial vocacionada no “coração de São Paulo”, nome que batiza a já propagada posição geográfica estratégica que Bauru ocupa em território paulista.
Segundo o vereador Renato Purini, que formatou o projeto durante sua recente passagem pela Sedecon, 300 mil metros quadrados da área são onde está o aterro sanitário e, o restante, em sua região de influência. “A área do atual aterro foi doada ao município ainda na gestão do governador Quércia, quando meu pai (Roberto Purini) intercedeu como deputado pelo desmembramento da gleba do complexo penitenciário nesta região. Eram 93 alqueires. O tempo passou e uma parte foi utilizada pela prefeitura para instalar o Distrito Industrial 3. O restante continua averbado como doação para doação exclusiva para Distrito”, recorda Purini.
Da matrícula total, 1,5 milhão de metros quadrados estão agora sendo encaminhados para abrigar o projeto do futuro Eco Distrito. Outra gleba contígua, equivalente a outros 40 alqueires, tem requerimento para ser integrado ao projeto original para abrigar um Parque Tecnológico.
Pioneira, a implementação depende de longo caminho a ser percorrido, do investimento específico para esse tipo de plataforma industrial – voltada exclusivamente para energia, reciclagem e desenvolvimento de pesquisa e tecnologia – à aprovação de regras de incentivo junto ao Estado e no município.
“É um modelo novo, com certificações específicas para quem atua nesse tipo de projeto, que envolve desde uma usina de energia de lixo que agregue e gere o uso de tecnologia renovável a partir do aterro para alimentar o Eco Distrito a um modelo de Parque Tecnológico agregado que dê sustentação à inovação, o que exige também uma série de medidas paralelas pela prefeitura, como a implantação do programa de incubadora que estamos desenvolvendo para o segundo piso da Estação Ferroviária. Tudo isso está contemplado em etapas que, lá na frente, terão a função de viabilizar o Eco Distrito agregado ao Parque Tecnológico”, defende Purini.
A concepção do projeto está pronta para ser apresentada e o desenvolvimento das etapas de curto prazo estão sob a coordenação da atual secretária de Desenvolvimento Econômico, Giane Vaz, com a implementação das fases em curso pelo diretor do Departamento de Indústria e Serviços, Gonzalo Horta Perez.
As propostas do projeto
O projeto propõe a geração de energia através de sistemas de aproveitamento de biomassa, solar e pirólise, prevê o uso de reciclagem para indústrias que tem como base o reuso e reaproveitamento de toda cadeia gerada pelos resíduos sólidos urbanos de origem orgânica e não orgânica e de tecnologia voltada ao desenvolvimento de novos produtos e materiais, tendo como base de pesquisa o uso e especialidades das demandas aprovadas para essa plataforma.
A ação deseja a ambiciosa difusão de tecnologias emergentes através do Complexo Industrial da Saúde, Agroindústria e Sistemas Florestais. O primeiro é para indústrias que produzem bens de consumo e equipamentos especializados para a área de saúde. “Temos um polo de referência em serviços de saúde e universidades e não tem sentido não explorar o conjunto de organizações prestadoras de serviços que são as consumidoras dos produtos manufaturados”, ressalta Renato Purini.
Na agroindústria, inclui fornecedores de insumos, bens de capital e tecnologia, recursos naturais, produção agropecuária, armazenamento de matérias-primas, insumos e produtos finais, processamento agroindustrial, capacitação de recursos humanos e assistência técnica.
O último setor é o de sistemas florestais, referente a todo o processo das cadeias de produção, inclusive a madeireira e não madeireira. Derivado disso, o projeto quer atingir as formas de uso do componente florestal, da plantação aos serviços ambientais.
O Eco Distrito é para a instalação de atividades que cumpram as características específicas e o Parque Tecnológico teria a missão de desenvolver pesquisa e ‘vender’ serviços direcionados para as vocações do programa. O projeto contempla, ainda, ações nas áreas da cadeia de produção da construção, da mobilidade urbana, telecomunicações, biotecnologia, nanotecnologia, química verde, tecnologias de informação e outros.
Rodrigo Agostinho informa que, primeiro, o projeto vai para a fase de análise pelas instâncias da prefeitura e (Seplan, Semma e DAE) e do Estado. “Depois de passar pelos órgãos da prefeitura e pelo Grapoab (Grupo de Análise de Aprovação de Projetos) no Estado, o projeto vai para licenciamento especial na Cetesb, por ser Distrito Industrial e Parque Tecnológico. O grau de rigor do licenciamento depende das atividades que serão alocadas”.
