Regional

Após 5 anos, centro cirúrgico de hospital volta a funcionar

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

 Wdelanieln Ortiz
João Batista de Sousa, Silvia Maria de Gennaro Castro Antonio e Mauricio Agostinho Antonio divulgaram ontem ao JC a novidade; novo equipamento da Santa Casa está de acordo com a determinação da Anvisa

O centro cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) voltará a funcionar após cinco anos paralisado. Isso porque a Santa Casa de Bauru e o Rotary Club de Piratininga conseguiram uma autoclave, ou seja, um aparelho usado para esterilização. Era o que faltava para que os moradores deixassem de recorrer a Bauru, caso precisassem de pequenas ou médias cirurgias.

É o que informam o presidente da Santa Casa de Bauru, João Batista de Sousa, a secretária da Santa Casa de Bauru e instrutora do Rotary Club de Piratininga, Silvia Maria de Gennaro Castro Antonio, bem como um dos diretores da Santa Casa de Bauru e governador eleito do Distrito 45-10 do Rotary Club, Mauricio Agostinho Antonio. Nessa segunda-feira (28), eles estiveram no espaço Café com Política do JC para divulgar a novidade.

Tudo começou com um trabalho desenvolvido pelo Rotary Club de Piratininga junto à Santa Casa do município, no ano passado. O clube, com recursos da Fundação Rotária, renovou os equipamentos da sala de fisioterapia do hospital. De quebra, a unidade ainda conseguiu um segundo aparelho de ultrassom, concedido pela Santa Casa de Bauru. “Nesse momento, ficamos sabendo que o centro cirúrgico não funcionava”, frisa Silvia.

Sousa, da Santa Casa de Bauru, retirou os recursos da receita da entidade para bancar a autoclave. “O valor do aparelho foi de R$ 40 mil”, diz. Já segundo o governador eleito do Distrito 45-10 do Rotary, Mauricio Agostinho Antonio, essa ação se encaixa em uma das seis áreas de enfoque do clube, que são: promoção da paz, combate a doenças, fornecimento de água limpa, saúde de mães e filhos, apoio à educação e desenvolvimento de comunidades.

Obsoleto

Silvia explica que o centro cirúrgico da Santa Casa de Piratininga possuía um equipamento que se tornou obsoleto, conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A entrada de materiais usados e a saída deles esterilizados ficavam no mesmo lugar. Agora, o recomendado é que sejam até em salas separadas”, explica.

Sem um aparelho que garantisse isso, a Santa Casa deixou de fazer cirurgias. “Se tudo correr bem, voltaremos a funcionar a partir da próxima semana”, adianta o provedor do hospital, Roberto Deganutti. Segundo ele, o centro cirúrgico só faz pequenas ou médias operações, porque ainda não tem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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