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Animais com prazo de validade

Manuela Leite De Barros
| Tempo de leitura: 2 min

Um ambiente fechado, lotado de crianças, algumas já estão chorando, e seus pais  já estão com dor de cabeça devido à agitação, o filme acaba e eles retornam a suas casas com seus filhos e durante toda a rota as crianças só falam sobre o bichinho do filme, e para agradá-los os responsáveis por elas decidem presenteá-los com o que eles mais almejam naquele momento, que seria  possuir seu próprio animal igual ao do filme.

No entanto, depois de certo tempo, lança-se outro filme e com ele vem o desejo da maioria das crianças de, novamente, possuir o animal daquele programa. Assim o bicho anterior torna-se obsoleto aos olhos do jovem. Este cenário apresentado pode parecer absurdo, porém, é retrato da situação que vem acontecendo nos últimos anos.

De acordo com a notícia liberada nessa quarta-feira (29), a ONG está preocupada com o lançamento do filme Procurando Dory, pois receia que possa ocorrer um aumento na procura de peixes da espécie da Dory, a fim de serem criados em cativeiros. Assim, como ocorreu com a estreia do filme Procurando Nemo.

Uma criança, ao receber seu novo bichinho de estimação, deve primeiramente ficar consciente  de suas futuras responsabilidades, como dar banho, comida e limpar a sujeira do animal, todavia, muitas vezes os responsáveis por esses jovens decidem dar o animal como se fossem um brinquedo em que seu filho por determinado prazo irá adorá-lo, ou seja, a criança ficará momentaneamente contente com seu animal, mas depois de certo tempo ‘sai da moda’ aquele bichinho e fica sem graça brincar com ele. Antão, o deixa de lado.

Os animais não podem ser tratados de tais maneiras. Não são coisas que você, ao enjoar, poderá descartar, são seres vivos que precisam de cuidados a todo o momento e são carentes por carinhos e atenções. Deve ser feita, principalmente, uma ressalva aos pais que almejam adotar um bichinho para seu filho: estes responsáveis deveram ensinar ao jovem os deveres de possuir um animal, e que eles acarretam muitas responsabilidades, logo, para adotar deve haver discernimento das obrigações que irão repercutir e que os bichos não são brinquedos que podem ser deixados de lado.


A autora é colaboradora de Opinião

 

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