Política

Solidariedade reúne vereadores para decidir candidaturas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Renan Casal
Everton Octaviani, Alexandre Pereira, Luiz Carlos Anastácio (Paçoca) e Telma Gobbi à mesa; Paulinho da Força discursa

O Solidariedade (SD) promoveu ontem em Agudos (13 quilômetros de Bauru) o 1º Encontro Regional de Vereadores com mandato e lideranças da região. Mais de 250 pessoas marcaram presença no auditório do Hotel Bonanza. Foram decididos alguns nomes que concorrerão à próxima eleição em Bauru e região. A vereadora Telma Gobbi descartou a possibilidade de disputar as eleições para o Executivo.   

“Nós gostaríamos que ela fosse candidata a prefeita pelo nosso partido. Estamos conversando. A possibilidade de uma coligação com  outro partido poderá colocá-la como vice em uma chapa. Ou ela simplesmente ela se candidatará à reeleição”, analisou o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força.

No fim da tarde, Telma ressaltou que na tendência é mesmo a de sair à reeleição. “Às vezes é o momento do partido e não é o seu. Eu acredito que não seja o meu. A gente tem todo um compromisso familiar. Eu acho que ainda não consigo me dedicar como eu gostaria se fosse prefeita. Devo tentar a reeleição para vereadora e fortalecer o nome do partido. É um orgulho o partido lembrar de mim.”

Dinamismo

Na opinião dela, o Solidariedade deve trilhar um dos dois caminhos na próxima eleição. “Junto com o PSDB do governo do estado ou com o PMDB, junto ao governo federal. A política é muito dinâmica, as coligações são possíveis. Vamos respeitar as discussões do partido.”

Desastre

Já Paulinho da Força não poupou críticas ao PT e elogios ao governo provisório. “Apoiei muito o impeachment da Dilma. O PT levou o país a uma situação desastrosa.  Eu aposto na saída definitiva dela. Ela não tem nenhuma possibilidade de voltar. Nem o PT quer mais ela. O PT quer ela longe para ter discurso para 2018. Nem o Lula e os integrantes do partido querem a Dilma”.

Previdência

Questionado sobre a reforma da Previdência, que vem sendo proposta pelo governo provisório, ele garante que o processo está em discussão. “A questão da Previdência foi a primeira a ser anunciada pelo Temer e imediatamente nos colocamos contrário à mudança. Começamos a negociação que eu, pelos trabalhadores, tenho conduzido o processo com Temer e sua equipe.”

Segundo ele, o rombo da Previdência é causado basicamente vem pela zona rural e  pelo setor público. “Tem que acabar com a desoneração, cobrar do agronegócio, das filantrópicas. Estamos pedindo para que a metade da arrecadação dos jogos de bingos e cassinos que será aprovada, vá para a previdência.”

Ele defende que os imóveis da Previdência que não são usados sejam vendidos. “E, mais uma  série de coisas. Depois de tudo isso, se precisar fazer reforma, nós estamos propondo que o governo faça uma Previdência única, sem privilégios.  Para todo mundo, independentemente de ser militar ou civil a partir dos que nasceram em  2001, aqueles que ainda não entraram no mercado de trabalho. A discussão continua até que ela vá para o Congresso.”

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