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Procon estadual retoma paralisação e fiscalizações ficam prejudicadas

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Com quatro dos seus oito funcionários da regional de Bauru em greve, a Fundação Procon estadual está com as atividades de fiscalização na cidade e região prejudicadas. Este é o segundo ato em menos de um mês – já havia sido registrada paralisação durante três dias no mês passado, mas os servidores voltaram ao trabalho após negociações. 

No entanto, as quatro reuniões para discutir a situação não surtiram efeito e os servidores retomaram a greve nesta segunda, conforme informou o especialista em proteção e defesa do consumidor da regional do Procon em Bauru Marcelo Henrique Bruschi. “O movimento ocorre em todo o Estado e segue por tempo indeterminado”, disse. 

Eles cobram do governo estadual a reposição salarial de 9,4% (valor acumulado de dois anos); a mesma porcentagem para o vale-refeição e vale-alimentação; que o plano de cargos e carreira adquirido através de prova em 2014 seja implantado; e pedem direção técnica ao invés de política. 

Efeitos

De acordo com Marcelo, as fiscalizações de rotina e também a que é realizada na volta escolar seguem prejudicadas. “Durante a paralisação, não haverá atuação à noite em bares para verificar se há venda de bebida alcoólica e de fumo para menores”, exemplifica. 

A assessoria de comunicação do Procon foi acionada, porém, não respondeu as colocações desta reportagem até o fechamento da edição.

Detran: fim da greve

Enquanto o Procon entra em greve, o Detran-SP informou que os servidores decidiram suspender a paralisação iniciada no dia 20 de junho. “Ficou acordado com a categoria que serão criados grupos de trabalho, formados por representantes dos servidores e do órgão, para analisar as reivindicações. O desconto feito na folha de pagamento pelos dias não trabalhados será ressarcido mediante compensação”, informou.

Conforme o JC noticiou, o Sindicato dos Cargos Administrativos de Carreira Regida pela Lei Estadual 1080/2008 do Estado de SP (Sindcaesp) reivindica reajuste salarial de 28% para a reposição das perdas em virtude da inflação. A reportagem não conseguiu contato com representantes do sindicato. 

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