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Reino Unido subestimou efeitos da Guerra do Iraque, conclui relatório


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O Reino Unido subestimou as consequências da Guerra do Iraque (2003-2011) e decidiu participar do conflito, ao lado dos Estados Unidos, tendo como base dados de inteligência falhos, concluiu uma investigação do próprio governo britânico, cujos resultados foram divulgados ontem.

Segundo John Chilcot, que comandou por sete anos a investigação que resultou em um relatório de 2,6 milhões de palavras, o país resolveu se envolver na guerra antes que fossem exauridas todas as opções pacíficas de desarmamento do regime do ditador Saddam Hussein (1979-2003). “Apesar de advertências explícitas, as consequências da invasão foram subestimadas. O planejamento e os preparativos para o Iraque pós-Saddam foram totalmente inadequados”, disse Chilcott.

Ainda assim, a investigação não concluiu que o então primeiro-ministro britânico Tony Blair (1997-2007) e seu governo tenham deliberadamente enganado o Parlamento e a população.
De acordo com Chilcot, “as avaliações sobre a gravidade da ameaça das armas de destruição em massa do Iraque foram apresentadas com uma certeza que não se justificava”. 

Além disso, disse Chilcot, Blair se comprometeu a ajudar os EUA sem que existissem garantias sobre os planos americanos no Iraque. “Em 28 de julho (de 2002, oito meses antes da invasão do Iraque), Blair escreveu ao (então presidente americano George W.) Bush dando a garantia de que estaria com ele ‘aconteça o que acontecer’.” 

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