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| Claudinho, de Jaú, será um dos carregadores da tocha; ele foi medalha de prata no 4x100 das Olimpíadas de Sidney, em 2000 |
Três cidades da região de Bauru contam os dias para receber a tocha das Olimpíadas Rio 2016. Em Botucatu, tem até um relógio regressivo, instalado em frente à sede da prefeitura, para chamar a atenção da população acerca da passagem do símbolo, fato que ocorrerá em 17 de julho. No mesmo dia, a tocha irá para Lençóis Paulista. Depois, chegará a Bauru. Em 18 de julho, será a vez de Jaú recepcionar o símbolo olímpico.
Segundo o titular da Secretaria de Esportes e Turismo de Botucatu, Antônio Carlos Pereira, a previsão é de que a tocha chegue no dia 17, que cairá em um domingo, às 15h10. Ela sairá do Largo São José, que fica entre a avenida Dom Lúcio e a rua General Júlio Marcondes, e irá até a Catedral. Em frente à igreja, haverá uma programação cultural que só será decidida na próxima segunda-feira.
Ao todo, 13 pessoas foram selecionadas para carregar o símbolo olímpico. A Prefeitura de Botucatu indicou duas: Osnir Bertoli, que foi professor, diretor de escola e criou um programa social de atletismo na cidade; e Marlene Marcelina, uma atleta da terceira idade que já garantiu medalhas ao município. “Das 5,6 mil cidades brasileiras, Botucatu ser selecionada entre as 300 para recepcionar a tocha é uma honra”, acrescenta o secretário.
No mesmo dia, o símbolo olímpico deixará Botucatu rumo a Lençóis Paulista. Segundo a assessoria de imprensa do município, a expectativa é de que o objeto chegue por volta das 16h40 ao Ginásio do Tonicão, na Praça das Palmeiras, em frente à sede da prefeitura. Depois, seguirá até o Parque do Paradão, de onde partirá para Bauru.
Nos pontos de concentração, onde haverá música ambiente, estudantes estarão uniformizados com as camisetas que vestiram durante o desfile cívico do dia 29 de abril deste ano. Conforme informações da assessoria da prefeitura, 14 pessoas carregarão o objeto por um trajeto de 2,6 mil metros (veja o trajeto completo na ilustração).
Última cidade
Jaú será a última cidade da região a recepcionar a tocha olímpica. Vindo de Bauru e rumo a Araraquara, o objeto deverá chegar ao município às 7h50 do dia 18 de julho, que cairá em uma segunda-feira. Nesse momento, haverá um ato para celebrar a passagem do símbolo olímpico, na Praça da Matriz.
Em seguida, 12 carregadores percorrerão um trajeto de 2,4 mil metros, que terminará no cruzamento da avenida Ana Claudina com a rua Comendador Luiz Pavanelli. Duas pessoas foram indicadas pela prefeitura: Renata de Oliveira Burgos Ferrucci e Cláudio Roberto Sousa, o Claudinho.
Ela nasceu em Jaú, foi nadadora da equipe brasileira e chegou a competir nas Olimpíadas da Grécia, em 2004. Ele, por sua vez, não nasceu em Jaú, mas passou a morar no município, onde coordena o projeto Cidadão Olímpico. Claudinho, como é conhecido, foi medalha de prata no revezamento 4x100 das Olimpíadas de Sidney, em 2000.
De R$ 2,5 mil a R$ 20 mil
Na região, o gasto que as cidades terão para recepcionar a tocha olímpica varia entre R$ 2,5 mil e R$ 20 mil. O menor valor é uma previsão de Jaú, que programou a apresentação de uma banda e pretende elaborar alguns banners para o evento.
No meio, fica Lençóis Paulista, que pretende gastar R$ 5 mil com a recepção do objeto. Já o maior valor corresponde a uma estimativa de Botucatu, cujo secretário de Esportes e Lazer, Antônio Carlos Pereira, acredita que seja “um dinheiro bem gasto”.
Tocha percorre cidades paulistas
A chama olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro tem programada duas passagens pelo Estado de São Paulo.
O fogo já passou em municípios do oeste paulista inicialmente, atravessou Paraguassu Paulista, Marília e Assis antes de deixar São Paulo para iniciar um tour por cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A tocha retorna ao território paulista no dia 16 até passar pela região de Bauru.
Você sabia?
A chama olímpica é um dos símbolos dos Jogos Olímpicos e evoca a lenda de Prometeu, que teria roubado o fogo de Zeus para entregá-lo aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições. Esta tradição foi reintroduzida nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928.
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