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Por dia, 4 animais de grande porte são recolhidos das ruas

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Cavalo foi amarrado em uma árvore na Duque de Caxias até a chegada da equipe do CCZ

Não é de hoje que o poder público tenta resolver um problema alarmante em Bauru: o de grandes animais soltos nas vias. Para se ter uma ideia, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe, por dia, quatro animais de grande porte flagrados perambulando por ruas e até pelas principais artérias viárias da cidade, dividindo espaço com veículos e pedestres. 

Na semana passada, por exemplo, um cavalo “passeava” tranquilamente sobre o viaduto no cruzamento da Duque de Caxias com Nações Unidas. Para evitar acidentes, o equino foi amarrado em uma árvore na esquina da Duque com a rua Maria José e o CCZ, acionado. 

De acordo com o diretor da Divisão de Vigilância Ambiental Departamento de Saúde Coletiva, Daniel Godoy Tarcinalli, os principais trechos da cidade com registros de animais soltos são: Mary Dota, as avenidas Nações Norte e Comendador José da Silva Martha, além dos bairros Jardim Bela Vista e Vila Dutra.

“Nesses locais, é mais corriqueiro se deparar com equinos. Já as queixas de bovinos nas ruas chegam, geralmente, do Mary Dota, da Vila São Paulo, do Parque Roosevelt e da avenida  José Vicente Aiello”, enumera Godoy, acrescentando que o número de chamados se mantém estável em relação a anos anteriores. 

O diretor ainda faz a ressalva de que nem sempre o dono é encontrado. “Se localizado, normalmente ele recolhe os animais. A alegação sempre é que o animal fugiu”. 

Mas, então, como acabar com o impasse? Godoy enxerga apenas uma solução. “A proibição de animais de grande porte em área urbana”. 

Vale lembrar que, conforme o JC noticiou, a Câmara Municipal aprovou em maio deste ano a proibição da circulação de carroças com animais. A lei passa a valer em novembro para o Centro e a zona sul e, no início de 2017, para o restante da área urbana.  

Fiscalização 

Na opinião do tenente José Sérgio de Souza, comandante do Pelotão de Trânsito da PM, a fiscalização da prefeitura tem funcionado. “Não é algo raro ver animais nas vias, mas também não é um estado de calamidade. A situação acaba sendo contornada”, avalia. 

O tenente ressalta os perigos aos motoristas. “O período em que o animal fica na via pública é de alto risco de acidentes. A responsabilidade é, principalmente, do proprietário”.

Taxa e multa

Após a apreensão dos animais, o proprietário tem o prazo de cinco dias para retirá-los. Do contrário, eles ficam à disposição da prefeitura, que pode doá-los para uso em ações beneficentes ou encaminhá-los para adoção, se apresentarem bom estado de saúde.

O responsável fica sujeito ao pagamento da taxa de apreensão de R$ 110,00 do valor da diária, R$ 55,00 pelos dias de permanência do animal nas dependências do órgão, além da multa que varia de R$ 121,11 a R$ 4.602,00, conforme a reincidência do ato.

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