Cultura

Aracy ficará no centro das atenções


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Aracy Balabanian é homenageada no “Persona Em Foco”, programa da TV Cultura, que resgata a história de atores, diretores e autores que solidificaram os pilares das artes cênicas do Brasil. Apresentado por Atílio Bari, o programa vai ao ar nesta terça-feira (12/7), a partir das 23h30. 

Aracy Balabanian, com 53 anos de carreira e cerca de 70 trabalhos realizados, interpretou vários papéis emblemáticos que entraram para a história do teatro, televisão e cinema brasileiros. Suas histórias são contadas ao lado dos entrevistadores, o ator Renato Kramer e a crítica Elvira Gentil. 

A atriz lembra que seus pais, armênios, vieram para o Brasil fugindo do genocídio promovido pelos turcos otomanos – e ela nasceu em Campo Grande (MS). O início de carreira aconteceu em São Paulo. Ela conta que, quando se mudou para a capital paulista, foi estudar no colégio Bandeirantes, onde conheceu Augusto Boal. 

Ele a indicou para um teste, que resultou na estreia como atriz em Almanjarra. “Após a estreia, Décio de Almeida Prado fez uma crítica no Estadão e dizia que nascia uma estrela”. E conta que Beatriz Segall “me pedia para que eu não deixasse de estudar e aprender. Até hoje estou  fazendo isso”. 

Evolução

Aos 18 anos, começou a cursar a Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD) e a Faculdade de Ciências Sociais da USP, mas abandona esta última no terceiro ano, o que gera a desaprovação de seu pai, Rafael. 

Aracy se recorda dos sucessos  no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), entre eles “Os ossos do Barão” e “Veredas da Salvação”. Também fala de fracassos e o único que vivenciou foi no teatro com a peça Júlio Cesar, dirigida por Antunes  Filho. “O fracasso faz parte da vida”. 

Da  trajetória na TV Globo, Aracy conta diversas passagens, dentre elas como construiu a personagem dona Armênia, na novela “Rainha da Sucata”. “Eu aprendi a escrever e a falar armênio com meus pais. E sabia por que eles trocavam o masculino pelo feminino”. 

Você sabia?

Os pais, armênios, chegaram ao Brasil fugindo de genocídio.

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