Uma cena pouco comum foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru. Um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ajudou um deficiente auditivo de 30 anos a registrar BO de ameaça.
O intérprete, de 31 anos, é amigo da vítima e possui deficiência auditiva moderada. Na noite de anteontem, ambos procuraram a Polícia Civil para relatar que uma mulher de 36 anos, também deficiente auditiva, estaria enviando mensagens por meio de um perfil falso no Facebook, com ameaças de agressão contra o homem de 30 anos.
Ainda de acordo com o BO, no último sábado, por volta das 14h, a mulher teria ido até a casa da vítima, na Vila Ipiranga, e, usando Libras, ameaçado matá-lo. Segundo o homem, a acusada já teria importunado outras pessoas, também deficientes auditivas, por meio de um aplicativo.
O caso será investigado pela Polícia Civil. Segundo o coordenador da CPJ, o delegado Adib Jorge Filho, a unidade não conta com intérprete de Libras e, normalmente, deficientes auditivos que queiram prestar queixa vão acompanhados de alguém que possa ajudá-los.
“Nunca deixamos de registrar boletim por conta de qualquer deficiência. Se a pessoa estiver sozinha, podemos encontrar outros meios de comunicação, como a escrita. Ou, então, acionar algum profissional da rede de saúde da nossa cidade que se disponha a nos auxiliar”, observa.