Tribuna do Leitor

Solidariedade x preconceito

Chico Alves
| Tempo de leitura: 2 min

Está travada uma “guerra” entre o ser solidário e o ser preconceituoso, mas será que somos capazes de identificar de qual lado nós estamos lutando? Para isso precisamos entender estes dois lados: a solidariedade com suas divisões dependentes regidas pelas responsabilidades coletivas favorecendo um todo; do outro lado, o preconceito com suas bases direcionadas pelo “achismo” sem qualquer raciocínio pelos fatos ou pessoas envolvidas na questão, desprovido de amor, apenas regido por um sentimento egoísta que despreza fatos e opiniões.

Então, vamos lá, a solidariedade é um substantivo feminino que indica a qualidade de ser solidário, a capacidade de sentir a dor do outro, derivada do termo “obligatio in solidum”, que no direito romano expressava a responsabilidade do individuo com a coletividade ao qual ele pertencia. De acordo com Émile Durkheim ( 1858 – 1917 ), ela está dividida em duas – a Solidariedade Mecânica: se expressa nas semelhanças como religiões, trabalhos, família, costumes, tradições, que intitulam o vínculo social.

A Solidariedade Orgânica: esta também tem o objetivo de melhorar o vinculo social, através da divisão de trabalho diferenciado, resulta na solidariedade onde todos têm um bem comum, ainda que interdependentes, são todos importantes no contesto. O preconceito é um juízo pré-definido manifestado em uma atitude discriminatória com pessoas, crenças, sentimentos e comportamentos, uma ideia formada antecipadamente, sem fundamento sério, pode acontecer até em pensamento de uma forma banal com o que é feio, gordo, magro, burro...

Pode ser social, racial, sexual, partindo para o campo da agressividade, raiva, hostilidade, ou da discriminação e bullying, são hostis, quebrando regras de uma sociedade livre, não respeitando limites nem se importando com os indivíduos, irracionalmente levianos.

Depois de dados os fatos, antes de expressar nossa opinião, precisamos pensar se estamos agindo certo no ambiente em que vivemos, com as pessoas que amamos e até mesmo com as que não conhecemos, se somos respeitadores de leis, como e de que maneira contribuímos para nosso município ou pátria, acredito que tudo começa dentro de casa, é lá que nasce o ser solidário e o ser preconceituoso, não podemos esquecer que somos o modelo, quer seja bom ou ruim, interferimos na criação dos seres a nossa volta, resumindo em uma frase de Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”.

E você, de que lado vai ficar?!

Comentários

Comentários