Já que nessa tribuna, como apontou outro missivista, virou palanque dos pretendentes ao prestigiado trono desse pujante município, seria um bom exercício democrático dar espaço a todas as tendências políticas, e não só a quem convém à linha ideológica da maioria da redação. Mas eis que surge no pântano fedorento da moribunda “esquerda” uma bela flor, cheia de viço e verve, e que, ao menos na retórica, parece em condições de sacudir a mesmice e a fanfarronice que graça em nossa política atual.
Mesmo sendo quadro da segunda linha do PT (o PSOL), ela não poupou ousadia ao colocar em seu devido lugar esse partido nefasto (carta de 07/07).
Maria Flor di Piero, se pudesse se desgrudar dos vícios discursivos característicos daqueles que se autoproclamam “de esquerda”, e que no máximo lamberam as orelhas de Gramsci... Há várias palavras ditas por essa gente que até hoje não sei o querem dizer exatamente: “problematização”, “contextualização”, “concreticidade”, “empoderamento”, e agora a Flor lança no espaço a “satelitização”. Seria menção a alguma “elite satânica”?