Regional

Moradores denunciam falta de remédios em postos de saúde

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Estimulados pela postagem do publicitário Renato da Silva Gois, conhecido como Papa Gois, de 25 anos, alguns moradores de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) denunciaram falta de remédios nos postos de saúde da cidade. No Facebook, as pessoas afirmaram que não havia insulina, antibiótico e medicamento de alto custo.

No último dia 8, o publicitário postou uma foto segurando um cartaz com os seguintes dizeres: “Dia 17/7 vamos receber a tocha olímpica...e médicos e remédios, alguém sabe quando vamos receber?”. Até agora, a publicação teve 516 curtidas, 112 compartilhamentos e 35 comentários.
Foi aí que a população aproveitou para desabafar. Segundo os moradores, não há insulina, remédio de alto custo para pacientes hiperativos, antibiótico contra sinusite, medicamento que combate secreção nasal, entre outros. 

Em nota, a assessoria da prefeitura alegou que os itens essenciais à saúde, como antibiótico, anti-inflamatórios, remédios para hipertensão e diabetes - desde que não sejam fornecidos pela Farmácia Popular a custo zero ao paciente - não tiveram seu fornecimento interrompido.

Padronização

O órgão alegou, ainda, que, em 2015, houve nova padronização das compras efetuadas pela rede municipal de saúde. Já os investimentos em medicamentos, no mesmo ano, foram de aproximadamente R$ 1,5 milhão, a maior parte com recursos próprios.

Conforme informações da prefeitura, os repasses estaduais, por meio do Dose Certa, foram de R$ 149.420,00 em 2015, distribuídos em parcelas trimestrais, o que “corresponde a menos de 10% do orçamento com medicamentos”.

Segundo o município, as novas medidas de padronização das compras e dispensação foram tomadas, em primeiro lugar, “devido à drástica queda na arrecadação”. Entre 2012 e 2014, a cidade deixou de receber R$ 21 milhões, por conta da desoneração dos impostos.

Além disso, a prefeitura afirma que a crise econômica gerou desemprego e elevou a procura por serviços públicos. Entre janeiro e outubro de 2015, foram feitos 145.133 exames, cerca de 14 mil ao mês. Em 2014, a média foi de 12,5 mil testes mensais, de um total de 150.436.

Na UPA também tem reclamação

O publicitário Papa Gois também denunciou que não havia médico na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Lençóis. Na semana passada, ele acompanhou um amigo até o local, mas teria sido informado de que não tinha ninguém para atendê-lo. “Ele estava com a pressão alta e teve de se automedicar”, narra.

Em nota, a assessoria da Prefeitura de Lençóis alega que, na semana passada, houve a necessidade de a médica plantonista acompanhar a transferência de um paciente da UPA da cidade. Sempre que isso ocorre, o médico o pediatra é deslocado para efetuar o atendimento, mas só em casos de emergência.

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