A Estação Cultural recebe amanhã o debate “Diálogo Ubuntu: Feminismo negro pra quê?”. O objetivo é discutir a realidade da mulher e de jovens negros no Brasil.
O encontro ocorre a partir das 13h, no saguão da Estação, e vai contar com palestrantes vindas de grupos e instituições do Rio de Janeiro para debater a temática.
A mesa de discussão sobre o feminismo negro contará com a participação de Silvia Regina Almeida, do Instituto Omolara Brasil/Rio de Janeiro; Clátia Regina Vieira, membro do Fórum Estadual das Mulheres Negras do Rio de Janeiro e coordenadora da Marcha Nacional das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver; Eliana Custódio, coordenadora da área de Empreendedorismo no Instituto Omalará Brasil; e Patrícia Alves, do Instituto Omolara Brasil/SP-Bauru.
Além do debate, haverá tutorial de turbantes com Greice Luiz, Nina Barbosa e Ozias Japhette; tutorial de trança com Bruna Brunex; e o desfile com a temática “As negas podem ser o que elas quiserem”.
Também haverá uma breve apresentação do trabalho de Jô Moura e Curimba. Jô trará suas vivências enquanto mulher e negra por meio de sua música, juntamente com um grupo de percussionistas para fortalecer as raízes do seu canto.
Aberto a todos
“Todas as participações estão posicionadas, têm uma intencionalidade política bem definida”, afirma Patrícia Alves, uma das organizadoras. “A mulher negra tem um ponto político, tem a especificidade de que, além da questão de gênero, tem a questão da raça”, complementa.
Apesar da particularidade do tema, o evento é aberto a toda a população e gratuito. “A gente traz o protagonismo da mulher negra, mas todos estão convidados para participar e refletir”, comenta Patrícia.
A realização é do Núcleo Negro da Unesp de Pesquisa e Extensão (Nupe) Charloo e Instituto Omolara, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, comunidade do Facebook “Só Preta sem Preconceito”, Instituto Omalara - RJ, Fórum das Mulheres Negras do Rio de Janeiro e Conselho da Comunidade Negra de Bauru.
Serviço
O “Diálogo Ubuntu: Feminismo negro pra quê?” ocorre amanhã, na Estação Cultural (Praça Machado de Mello), a partir das 13h. A entrada é gratuita.