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Atendimento de fogo em mato cai 70%

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O maior volume de chuvas nos primeiros meses deste ano fez com que o número de atendimentos de ocorrência de fogo em vegetação caísse 70%, em média. Mas, com a chegada do inverno e as características estiagens, os incêndios continuam preocupando o Corpo de Bombeiros.

Segundo o chefe do setor de relações públicas da corporação, tenente Victor Felix Tozi, nas últimas duas semanas, são cerca de 10 a 12 chamados atendidos a cada dia em Bauru. Em 2015, nesta mesma época do ano, as equipes se deslocavam para atender aproximadamente 40 ocorrências.

“As três viaturas que atendem este tipo de ocorrência mal retornavam para as bases”, comenta. Tozi explica que, mesmo com as estiagens, as ocorrências de fogo em mato costumam diminuir em anos mais chuvosos.

De janeiro a junho de 2016, segundo dados do IPMet, choveu 1.092,4 milímetros na cidade. No primeiro semestre do ano passado, foram 739,9 milímetros. “Ficamos mais de 30 dias sem chuvas (leia mais ao lado), mas percebemos um aumento no número de ocorrências somente há cerca de duas semanas. Mesmo nesse período de seca, o solo se mantém úmido por certo tempo, o que ajuda a conter princípios de incêndio”, avalia.

Em todo o ano passado, o Corpo de Bombeiros registrou 731 atendimentos de queimadas em vegetação, ante às 207 contabilizadas na primeira metade de 2016. “O período mais crítico vai de maio a outubro, então ainda temos um período complicado pela frente”

Conscientização

Embora as condições meteorológicas possam ter ajudado até o momento, a população desempenha papel preponderante para evitar incêndios, principalmente nesta época do ano, quando a vegetação de terrenos e margens de rodovias tende a ficar bastante seca.

Segundo o tenente, as chamas que se alastram por terrenos ou áreas com vegetação maiores, quase sempre, têm origem na ação humana. Dentro da área urbana, na maioria das vezes, a causa é o morador que ateia fogo em um amontoado de lixo ou folhas e galhos secos, que deveriam ser recolhidos e colocados em sacos plásticos para terem destinação adequada. “Em rodovia, as vilãs são as bitucas atiradas pelos motoristas. O que parece uma prática inofensiva, na verdade, pode ser a causa de grandes incêndios”, alerta.

São situações que deveriam ser evitadas e que podem comprometer o atendimento a registros mais graves. “Se recebermos um chamado para outra ocorrência mais complexa em Bauru ou na região, nossos recursos já estarão alocados. E o tempo de resposta será maior”, completa, lembrando que a grande frequência de incêndios, além de sobrecarregar os bombeiros, é sempre um enorme transtorno para a população. 

Domingo sem chuva

Após 38 dias, a chuva voltou a Bauru ontem. Segundo o IPMet, a previsão para hoje, dia da passagem da Tocha (leia mais nas páginas 8 e 9), porém, é de tempo seco. As temperaturas devem ficar entre 9 e 22 graus. A semana também deve começar com tempo limpo.

Até o fechamento desta edição, havia chovido 8,9 milímetros. “Está abaixo da média para o período, que é seco, porém, não deve chover mais que isso”, afirma José Carlos Figueiredo, meteorologista do IPMet.

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