Saúde

Gripe, resfriado e H1N1: informar-se é o melhor remédio

Daniela Hueb
| Tempo de leitura: 4 min

O estado de São Paulo anda em alerta e por um motivo perigoso: o aumento significativo de casos da gripe H1N1. As campanhas de vacinação estão a todo vapor e muita gente anda ainda não se tocou do perigo. Este tipo de gripe é grave porque é causada por um novo tipo de vírus, diferente do da gripe comum, e contra este vírus nós ainda não temos imunidade, por isso a H1N1 derruba mesmo e, em casos nos quais os cuidados demoram a vir e as pessoas estão mais debilitadas, pode, sim, levar à morte. As diferenças entre gripe tradicional, H1N1, resfriado, como se prevenir e se cuidar, você descobre a seguir. Leia com atenção e, por favor, repasse a informação. É só com informação que conseguiremos diminuir esses casos!

Em épocas mais frias
Doenças como a gripe comum e a gripe H1N1 costumam acontecer mais em épocas frias, porque a penetração do vírus pelas vias respiratórias é facilitada nesse período. Mas atenção aí: com as mudanças climáticas, essa delimitação das estações do ano já não está mais acontecendo como antigamente. Por isso, a prevenção vale o ano todo.

H1N1 X Gripe normal
A gripe, também conhecida como influenza, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada, ou seja, tem tempo de duração. É caracterizada por início abrupto dos sintomas, que incluem febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, dores no corpo (mialgia) e perda de apetite (o que dificulta um pouco a recuperação mais rápida), tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção geralmente dura uma semana, sendo que os sintomas persistem por alguns dias, principalmente a febre e tosse. Vale lembrar que há três tipos de vírus influenza, o A, B e C. O C é mais leve, já o A e o B são responsáveis pelas epidemias, sendo o A o mais grave de todos. A H1N1 de que tanto falamos é uma doença respiratória dos porcos causada por um vírus de influenza tipo A, que é motivo de surtos regulares em porcos. Estudos mostraram que esse vírus pode se disseminar de pessoa para pessoa e nós ficamos tão debilitados por não possuirmos imunidade contra esse vírus.

Gripe normal
Os sintomas são bem conhecidos, como calafrios, febre, prostração, dores no corpo, tosse, espirros, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal, irritação nos olhos, entre outros.

Gripe H1N1
São bem parecidos com o da gripe, ou seja, febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos também. Nesta gripe, a tosse seca é mais prolongada e a febre costuma ser muito forte.  O perigo deste tipo é que, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas americanos e holandeses, o vírus H1N1 replica-se com muita facilidade nas regiões próximas aos pulmões, podendo infectar o órgão, causando pneumonia em alguns casos e levando à morte quando não há cuidados. A gripe sazonal costuma permanecer na região do nariz até a traqueia apenas.

Resfriados
O resfriado também é uma doença respiratória muito confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. São eles: tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A febre é bem mais rara de acontecer.

Rinite alérgica
O inverno é mais seco e pode, sim, desencadear mais casos de rinite, que não tem nada a ver com gripe e resfriado, apesar de ter sintomas semelhantes, como espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta.

O tratamento
O tratamento dos sintomas da influenza sem complicações precisa de medicação sintomática, hidratação, antitérmico, alimentação leve e bastante repouso. Nos casos com complicações graves, é necessário um tratamento intensivo. Uma das principais complicações da influenza são as infecções bacterianas secundárias, principalmente as pneumonias. Em caso de complicações, o tratamento deve ser específico e feito em hospital, pode ser necessário até internação. Nada de se cuidar em casa. Sentiu febre? Vá ao médico.

E a vacina?
Ela é superimportante na prevenção, principalmente nos grupos de riscos (idosos, crianças e mulheres grávidas e amamentando). E esqueça a história de que ela causa gripe: a vacina é composta por fragmentos dos vírus ou por vírus mortos e por isso não dá gripe. Esta vacina em geral não dá sintomas de desconforto depois. As reações são bastante individuais. Algumas pessoas podem apresentar mal-estar e um pouco de dor no local da aplicação, mas esses sintomas não são suficientes pra desencanar da vacina!

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