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Teve vibração até com "Tocha falsa"

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A passagem da chama olímpica por Bauru atraiu cerca de 12 mil - segundo estimativas da PM - que se encantaram com o momento ímpar vivenciado na cidade. Alguns, mais entusiasmados, se propuseram a acompanhar o revezamento da Tocha ao longo dos 6 quilômetros do percurso. Ninguém, contudo, chamou mais atenção que o atleta Manoel Anastácio, de 83 anos.

Nascido em Ponta Porã (MS), mas bauruense de coração há 57 anos, ele coleciona mais de 500 troféus conquistados ao longo da carreira, da qual se orgulha, especialmente, pela marca de 42 maratonas corridas.

Manoel chegou ao ponto de partida do revezamento, na Getúlio, poucos minutos antes da chegada da Tocha e levantou o público presente com a réplica de um dos principais símbolos olímpicos, confeccionada por ele próprio. “Procurei uma para comprar, mas não achei. Isso aqui é muito importante. Os Jogos Olímpicos representam a união dos povos”, disse o atleta oitentão.

Repeteco

Apesar do ineditismo da passagem da Tocha pelo Brasil e pela América do Sul, houve até quem já tenha acompanhado a passagem da “sagrada” anteriormente. Maria Isabel Antunes Rocha, 60 anos, mora em Barbacena (MG), outro município que recebeu a chama antes do início das competições no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto.

“A festa é demais. Fui lá e fui aqui, onde foi bem mais agitado. Em meio a essa crise que só traz notícias ruins, é um respiro para gente. Nosso povo precisa de alegria”, diz ela, que veio a Bauru visitar as irmãs Zilda Alves Sobrinho, 69, e Sirlei Alves Pereira, 57.

Shows

Já o casal de namorados Afonso Soares, 22, e Hilary Duarte, 23, enxerga com ressalvas a conveniência da realização dos Jogos no País, mas foi ao evento no Parque Vitória Régia para prestigiar as apresentações culturais, iniciadas por volta das 16h com o show do grupo Falamansa.

“O Brasil tem outras prioridades para direcionar seus investimentos”, justifica o estudante universitário, que está desempregado.

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