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As abelhas e a alimentação

Juliano Schiavo
| Tempo de leitura: 1 min

Quando se fala nelas, é comum associá-las a algumas palavras. Para os mais gulosos, talvez a palavra apropriada seja mel. Para os que têm medo, ferroada. Pouco importa a palavra. O que vale é o papel ecológico desses insetos conhecidos popularmente como abelhas.

No mundo, segundo estimativas, há cerca de 20 mil espécies de abelhas, sendo que a maioria (85%) são solitárias, ou seja, não formam colmeias. Só no Brasil, estima-se que haja quase três mil espécies – e para quem não sabe, há abelhas sem ferrão, como as jataís, arapuás, mandaçaia e outras! Vale lembrar que cada uma das espécies tem sua importância ecológica, ou seja, desempenha um papel na natureza.

Como as abelhas apresentam uma alimentação exclusivamente relacionada a recursos florais (pólen, néctar, resinas, fragrâncias e outros produtos produzidos pelas plantas), elas acabam por prestar um importante serviço: a polinização, que é o processo de reprodução das plantas com flores. Ela ocorre pela transferência do pólen da parte masculina (antera) para a feminina (estigma). Desta forma, por meio deste processo, é possível serem formados os frutos e sementes.

Só para se ter noção da importância das abelhas:  elas são responsáveis pela polinização de 73% das culturas agrícolas do mundo. Ou seja: quase três quartos dos alimentos produzidos dependem da polinização feita por estes insetos. Inclusive, há plantas que, sem a presença das abelhas, não produzem frutos e sementes. Entre os exemplos, temos o abacate, as amêndoas, melão, cebola e outros.

Por isso, quando observar uma abelha, saiba que, embora pequena, ela é uma grande prestadora de um serviço ambiental. Além disso, a variedade de nossa alimentação está intimamente ligada a este inseto.


O autor é jornalista, biólogo e escritor

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