Regional

Jaú fecha "tour da tocha" na região

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O último dia da segunda passagem da Tocha Olímpica pela região reuniu, na manhã desta segunda-feira (18), cerca de 3 mil pessoas em Jaú (47 quilômetros de Bauru), segundo estimativas da prefeitura. Durante cerca de 40 minutos, 12 pessoas se revezaram no transporte do símbolo das Olimpíadas por um percurso de 2,4 quilômetros. Na sequência, a chama seguiu para Araraquara, São Carlos e Ribeirão Preto.

O comboio com o fogo que simboliza os Jogos Olímpicos chegou a Jaú pouco antes das 8h. No domingo (17), ela já havia percorrido as ruas de Botucatu, Lençóis Paulista e Bauru, onde passou a noite.

No final do mês passado, o “tour olímpico” esteve em Paraguaçu Paulista, Marília e Assis. A cerimônia contou com a execução dos hinos Nacional e de Jaú, apresentações de judô, capoeira, vôlei, hip hop e da Banda Carlos Gomes e breve relato do currículo da nadadora Renata de Oliveira Burgos Ferrucci.

A atleta, que esteve nas Olimpíadas de 2004, na Grécia, e o corredor Claudio Roberto Souza, o Claudinho, que disputou prova de atletismo nas Olimpíadas de 2000, na Austrália, foram indicados pelo município para, respectivamente, abrir e encerrar o revezamento.

O fogo olímpico, aceso nas escadarias da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, no Centro, percorreu 2.400 metros durante cerca de 40 minutos até chegar a uma rotatória na avenida Anna Claudina e passou pelas mãos de 12 pessoas, entre atletas e não atletas.

Coordenador da força tarefa do revezamento em Jaú, Marcos Martinello destacou a organização e o bom público. “Por onde a tocha passou, o povo aplaudiu. Tinha gente em todo o percurso”, diz. 
Um dos destaques do evento foi o paratleta de tênis de mesa Paulo Sérgio Salmin Filho, que vai representar o Brasil na Paralimpíada Rio-2016. O mesatenista começou a praticar o esporte em Jaú, em escolinhas municipais. Hoje, mora em Piracicaba, onde treina com a seleção nacional.
Ele prevê uma Paralimpíada difícil, mas garante que dará o melhor de si em busca de uma medalha para o país.

“É um trabalho longo. A Olimpíada não começou agora, começou há quatro anos atrás. Todo mundo vai estar buscando essa medalha. Somos em 15 na minha categoria, os melhores do mundo, e não vai ter jogo fácil”, prevê.

Gente da cidade

Renata Burgos disse que ficou honrada com o convite para conduzir a Tocha em sua cidade e explicou que a sensação é a mesma de participar de uma Olimpíada. Ela ressaltou que o ato do revezamento simboliza “a união entre os povos” e, assim, deve ser valorizado por todos os cidadãos. Para Claudinho, a condução representa o encerramento de um ciclo. “São 200 metros com a Tocha, como eram minhas provas olímpicas. Entra para a história como se eu estivesse fechando meu ciclo olímpico”, afirma.

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