Volta a ser real a possibilidade de instalação de uma faculdade privada de Medicina na cidade. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a continuidade do processo de chamamento público conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) que selecionou as instituições que manterão os cursos em 39 municípios do País, incluindo Bauru.
O edital estava suspendo desde novembro de 2015, quando o órgão fiscalizador acolheu representação de uma empresa do setor de ensino sediada no Estado da Bahia. Para a abertura da faculdade em Bauru, a instituição mais bem colocada no processo foi a Universidade Nove de Julho (Uninove). Inicialmente, sete empresas participaram da disputa.
Em julho do ano passado, quando o resultado foi divulgado, a expectativa era de que o curso, com 100 vagas, fosse iniciado até o primeiro semestre de 2017. Apesar do julgamento favorável, o MEC informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não foi notificado da decisão. Nos próximos dias, contudo, o Ministério deve anunciar quais serão as próximas etapas para a conclusão do chamamento público. A reportagem não conseguiu contatar representantes da Uninove.
Rodrigo Agostinho, por sua vez, comemorou a decisão do TCU. Segundo ele, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) figurou como parte do processo que tramitou pelo órgão, apresentando justificativas aos argumentos apresentados pela instituição de ensino baiana.
Mais médicos
O chamamento é parte do eixo de formação do Programa Mais Médicos, lançado pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT), para promover a expansão das vagas nas faculdades de Medicina nas universidades brasileiras. O objetivo é criar 11.500 vagas para que o país atinja a meta de 2,7 médicos para cada mil habitantes até 2026.
Nos municípios onde não existem universidades públicas, as vagas poderiam ser criadas pelas instituições privadas através dos editais e seguindo como um dos critérios o atendimento a regiões até então negligenciadas.