A Bovespa avançou mais um pouco e galgou um novo pico no ano. O Índice Bovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,64%, aos 57.002,08 pontos - maior patamar desde 15 de maio de 2015. Com a agenda política e econômica escassa, o que vem ganhando espaço é o noticiário corporativo. Além da temporada de balanços que se inicia, os investidores aguardam uma maior movimentação das empresas, por meio de fusões, aquisições e venda de ativos de estatais.
As ações dos bancos foram grandes responsáveis pela nova valorização do Ibovespa. Depois de uma correção na véspera, esses papéis, que respondem por cerca de 25% da carteira do índice, retomaram a trajetória de alta. A reação acontece poucos dias antes do início dos balanços do setor, no próximo dia 27, com Santander Brasil. No dia seguinte (28) será a vez do Bradesco. Ao final do pregão, as units do Santander tiveram alta de 2,26%, seguidas por Bradesco PN (+0,66%) e Itaú Unibanco PN (+0,62%). Banco do Brasil não se recuperou das perdas da véspera e manteve o viés negativo, com queda de 1,62%.
As ações da Petrobras também se sobressaíram ao resistir em parte às fortes quedas do petróleo nas bolsas de Londres e Nova York. Petrobras PN terminou o dia em alta de 0,76%, enquanto Petrobras ON, favorita dos investidores estrangeiros, terminou o dia em baixa de 0,36%. O bom desempenho é atribuído a expectativas positivas quanto ao plano de desinvestimento da estatal, para amortização de dívidas. Nesta sexta, o conselho de administração da petroleira iria deliberar sobre a proposta de mudança no modelo de venda da BR Distribuidora.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior alta ficou com Localiza ON (+5,52%). O setor siderúrgico também teve relevância na alta do índice, dando continuidade ao movimento da véspera. Gerdau PN fechou em alta de 5,35%, Gerdau Metalúrgica PN avançou 4% e CSN ON subiu 0,74%. Já Vale ON e PNA caíram 1,44% e 0,71%, respectivamente, em sintonia com o recuo de 0,7% do minério de ferro no mercado à vista chinês.