Meu nome é Valter Luiz de Almeida, nascido na cidade de Bauru, mais precisamente na Vila Jardim Bela Vista, no dia 15 de janeiro de 1945. Ali meu pai trabalhava na Companhia Paulista de Estrada de Ferro, mas em 1950 resolveu retornar para o sítio no município de Igaraçu do Tietê. Eu tinha apenas 5 anos e, muito observador, consegui memorizar o desenvolvimento e os itens que já haviam na cidade sem limites.
É, eu não poderia deixar de escrever e mencioná-las nessa simples história. O primeiro item que tenho por lembrança é o do povo, amigos e os considerados de boa vizinhança. Ali no quarteirão em que residíamos era cheio de moradias e, quarteirões à frente, eram poucas residências que existiam, mas era visível que a cidade crescia a passos gigantes.
Sempre com o trabalho incessante dos bauruenses e dos imigrantes, que ainda continuam com o lema “sempre avante”. Lembro-me da querida estação de Rádio PR G8, o famoso campo de avião, as grandes fábricas, o movimentado campo de futebol, a bela rodoviária, o grande time BAC e, na década de 50, surgiu Edson Arantes do Nascimento, que tornou-se conhecido mundialmente (Rei Pelé).
A inesquecível estação ferroviária com imenso entroncamento de linhas de trens, sendo a Companhia Paulista Sorocabana e o seus vagões de cargas e os de passageiros, que chegavam e saíam lotados durante a noite e o dia inteiro. E ali eu e meus irmãos, acompanhados de minha mãe e meu pai, que nos levavam para passear e observar. Para nós era uma boa diversão: admirava as batidas do telégrafo, que era o único meio de comunicação entre uma e outra estação.
E também achava graça só ouvir o apito da locomotiva a diesel e a locomotiva a vapor, mais conhecida como “Maria Fumaça“. Hoje estou velho e, de ti, estou ausente, mas muito feliz em saber que você (Bauru) se desenvolve a cada dia que passa. Desde já lhe desejo um feliz aniversário deste velho que lhe conheceu criança, mas sempre vendo crescendo a quem um dia não perdeu a esperança.