Economia & Negócios

Dólar cai 1,63% e volta abaixo de R$ 3,25 com Exterior e BC, mas sobe no mês

Por Bruno Federowski | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

O dólar recuou mais de 1,5% e fechou no menor nível desde o início de julho, reagindo a apostas de que os juros demorarão mais para subir nos Estados Unidos e à atuação limitada do Banco Central brasileiro. A moeda norte-americana, no entanto, encerrou o mês com leve alta. 
Operadores acreditam que o dólar pode sofrer nova onda de desvalorização no curto prazo, após a conclusão do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff prevista para o final de agosto, que pode convencer investidores estrangeiros a voltarem com mais força ao Brasil por considerar que um risco político foi afastado.

O dólar recuou 1,63%, a R$ 3,2429 na venda, menor nível de fechamento desde 1º de julho (R$ 3,2328). Na mínima do dia foi a R$ 3,2280 e, na máxima, a R$ 3,2932.
A moeda norte-americana acumulou queda de 0,47% o na semana e alta de 0,92% em julho.

"Com a aprovação do impeachment, não acho impossível o dólar voltar a buscar novamente níveis próximos de 3 reais", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
Muitos operadores vêm ressaltando o fato de que, mesmo com a queda recente do dólar para os menores níveis em quase um ano, os dados do BC sobre o fluxo cambial continuam apresentando resultado negativo no fluxo financeiro.

Isso porque, segundo analistas, muitos investidores estrangeiros estão esperando a confirmação da troca de governo para voltar ao Brasil.

As promessas de austeridade fiscal do presidente interino Michel Temer vêm sendo bem recebidas pelo mercado, embora muitos operadores ressaltem que ainda não foram anunciadas muitas medidas concretas nesse sentido.

Nesta sessão, dados fracos sobre a economia dos EUA imprimiram forte queda ao dólar em todo o mundo, mas o mercado brasileiro foi além pela ausência de leilões de swaps reversos -equivalentes à compra futura de dólares - do BC, que apenas realizou leilão de linha para rolagem dos contratos já existentes.

 

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