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| Montagem de arquivo produzida por familiar mostra filho e pai |
O garoto Luiz Miguel Dionísio da Silva, de 1 ano e 11 meses, morreu na madrugada de ontem. Ele estava internado em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Infantil da Santa Casa de Jaú após ser espancada pelo pai na quinta-feira (28), em Jaú (47 quilômetros de Bauru) – exatamente uma semana após um pai de Reginópolis provocar ferimentos no filho de 4 anos, que também morreu.
Conforme o JC noticiou ontem, o menino chegou a sofrer duas paradas cardiorrespiratórias e passaria por um procedimento cirúrgico por conta de um grave edema cerebral.
O registro da comunicação de óbito na Polícia Civil ocorreu às 4h28 deste sábado. O Corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jaú.
Pai do garoto, o pedreiro Talvanes dos Santos da Silva, de 22 anos, foi preso em flagrante na noite em que as agressões ocorreram e encaminhado para a cadeia pública de Barra Bonita. Ele chegou a ser hostilizado pelos demais detentos na chegada.
Crueldade em casa
Segundo depoimento prestado à polícia pela mãe da criança, de 17 anos, o menino levou chutes e socos e chegou a ser sufocado pelo pai com uma toalha. A sessão de tortura teria começado sem qualquer motivo.
A adolescente declarou que também foi agredida pelo companheiro e ameaçada de morte com uma faca. Ela segue atendida pelo Conselho Tutelar.
Ela conta que Talvanes teria arremessado a criança diversas vezes contra a cama e enfiado os dedos nos olhos e na garganta do menino. Após as agressões, o garoto teria ficado com o corpo mole e não conseguia parar em pé.
A violência ocorreu em uma residência na rua José Pires de Campos Sobrinho, no Jardim Pires de Campos.
De acordo com o registro policial, Luiz Miguel Dionísio da Silva foi socorrido na data pelo avô paterno inconsciente e levado ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa, onde os médicos constataram que as lesões que ele apresentava eram decorrentes de espancamento.
O pai chegou alegar, inicialmente, que o garoto teria apanhado de um vizinho.
Preso, ele agora deve responder por homicídio doloso, lesão corporal, ameaça e violência doméstica.
Despedida em Bauru
O corpo do garoto foi levado ao Velório Municipal de Bauru, cidade onde vivem familiares de primeiro grau, e ali permaneceu (quadra 19 da avenida Rodrigues Alves) toda a noite e madrugada. Já enterro ocorre às 10h deste domingo no Cemitério do Redentor.
Semana de dor familiar
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| Carlos Barbosa e o filho Luiz Gustavo, 4: caso anterior |
O outro caso com morte de criança pelo próprio pai, conforme noticiado, foi registrado na quinta-feira, 21 de julho, em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). Luiz Gustavo Souza Barbosa, de 4 anos, sofreu espancamento do pai dele, o desempregado Carlos Henrique Mesquita Barbosa, 23 anos, que também treina luta.
Após dias de suspense e de dúvida, o pai confessou as agressões. Disse que queria dar um “corretivo” no filho por causa de desavença na hora do banho. O “corretivo” terminou em tragédia familiar e o jovem está preso desde que se entregou, sábado, 23-7.