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Por doping, bauruense Alecsandro é suspenso


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Alecsandro foi julgado ontem pelo Tribunal de Justiça Desportiva e condenado a dois anos de suspensão por doping. O atacante bauruense foi suspenso por usar a substância O-Dephenylandarine em um tratamento capilar. A defesa de Alecsandro e o Palmeiras podem recorrer da decisão imposta ao jogador de 35 anos.

O atacante foi flagrado em exame antidoping na partida contra o Corinthians, dia 3 de abril, pelo Campeonato Paulista. Ele foi suspenso preventivamente por 30 dias, por isso, a pena total será de um ano e 11 meses. O tribunal tem 48 horas para publicar a decisão e, a partir desta data, a defesa do jogador tem três dias para recorrer.

Durante o julgamento, os dois primeiros auditores votaram por quatro anos de suspensão. O terceiro, o quarto e o presidente da Comissão Disciplinar optaram por dois anos. O presidente ainda recomendou que o Palmeiras entre com recurso.

O fato curioso é que Alecsandro preferiu não contar com a defesa dos advogados do Palmeiras e contou com seu advogado pessoal. Durante o julgamento, o jogador chegou a chorar e explicou que usou a substância em um produto para tratamento capilar. Com a decisão, centroavante já é desfalque na partida contra a Chapecoense, quinta-feira, em Chapecó, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Prass

Fernando Prass passou por exames médicos ontem, em São Paulo, e ficou definido que o goleiro passará por cirurgia no cotovelo direito amanhã. Ele divulgou nas redes sociais uma mensagem de agradecimento aos palmeirenses e avisou que não desistiu do sonho de defender a seleção brasileira.

“Estou passando por um momento difícil, mas faz parte da carreira de jogador. Cheguei na seleção brasileira quando muitos não acreditavam mais. Agora é focar e sonhar com a seleção, com 39 ou 40 anos. Eu fiz o mais difícil, que foi chegar com 38 na seleção olímpica”, disse o goleiro, que deverá ficar cerca de quatro meses afastado. Assim, não deverá mais atuar na temporada.

Prass quer aproveitar o tempo sem poder jogar para repetir o que fez em 2014, quando teve a primeira lesão no cotovelo. Durante a recuperação, ele fez um trabalho especial para se manter em atividade e voltou muito bem fisicamente. Tanto que 2015 foi um de seus melhores anos da carreira.

“Tenho que pensar em coisas boas, visualizar aquele 2 de dezembro de 2015, a final da Copa do Brasil, a homenagem que a torcida me fez com o mosaico, e fazer como em 2014, trabalhar muito neste período em que estiver afastado em que não puder usar o braço para me condicionar fisicamente. E 2015 é a prova disso, foi um dos meus melhores anos, e justamente depois da cirurgia e deste trabalho especial com o pessoal do Palmeiras”, disse o goleiro em sua página no Twitter.

“Este tempo vai servir para voltar fisicamente voando, usar o tempo da melhor forma possível e pagar esta dívida do carinho que a torcida do Palmeiras está tendo comigo, quando eu falei de que vou voltar para casa, junto da família para tratar, recuperar forças e o carinho da torcida foi sensacional”, afirmou Prass.

O técnico Cuca, em entrevista coletiva ontem, lamentou a lesão do goleiro. “É ruim para todos. Qualquer palmeirense sabe que é ruim. Pior ainda para o Fernando, que foi realizar um sonho, mas ele é forte. Ainda não consegui falar com ele, mas eu quero passar solidariedade. Ele tem a casca forte para aguentar as dificuldades que a vida nos dá”, disse o comandante palmeirense.

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