| Malavolta Jr. |
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| Padre Gustavo Natividade ao centro ladeado dos seminaristas Saul Álvaro Galdino Filho (da esq. para dir.), Alessandro Correa, Gabriel Henrique Fantini e Luiz Rodrigo Bellinassi |
O estilo simples e revolucionário do papa Francisco tem inspirado o sacerdócio, aponta o reitor do seminário da Diocese de Bauru, o padre Gustavo Natividade. “O sucesso da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é o melhor parâmetro para esta constatação”, frisa. Ainda assim, no Dia do Padre, comemorado nesta quinta-feira (4), a Diocese registra um déficit de 20 sacerdotes.
A constatação é do bispo diocesano de Bauru, dom Caetano Ferrari. De acordo com ele, a Diocese local, que abrange mais 13 cidades, conta com 60 padres para atuar em 41 paróquias, porém, o número ideal seria de ao menos dois sacerdotes por paróquia.
O maior entrave para arrebanhar mais jovens ao seminário, avalia o bispo, são as renúncias, tais como abdicar de constituir uma família e dos bens materiais para se dedicar exclusivamente a Deus.
“Trata-se de uma vocação exigente e desafiadora, que requer consagração integral, ou seja, doar-se 24 horas ao ideal proposto por Jesus. Ele dizia: ‘quem quiser me seguir, deixe sua família, seus bens e me siga’”, exemplifica.
“No entanto, nós devemos olhar através de uma ótica positiva, que é o fato de viver para a generosidade, para o amor, para a doação ao próximo e entrega total a Deus”, acrescenta o bispo dom Caetano Ferrari.
15 seminaristas
Atualmente, o seminário da Diocese de Bauru conta com 15 seminaristas, número que representa uma evolução gradativa, conforme explica o pároco da Paróquia Santa Terezinha e reitor do seminário, o padre Gustavo Natividade.
“Chegamos a ficar 20 anos, entre as décadas de 1970 e 1980, com o seminário fechado, porque não havia interessados. A reabertura se deu a partir de 1990, com dois ou três seminaristas. Hoje, está bom, mas o ideal seria termos 20 seminaristas”, avalia.
Natividade atribui o avanço ao tom revolucionário e carismático adotado pelo papa Francisco para com os fiéis do mundo todo, desde que se tornou líder da Igreja Católica, há três anos.
O estilo humilde do papa - que abriu mão do suntuoso apartamento a que tinha direito e lavou os pés de uma jovem presa muçulmana, sua abertura em relação aos tema relativos a homossexuais e as medidas tomadas por ele para reformar a Cúria – marcou seu pontificado até o momento.
Tais atitudes serviram de inspiração para Saul Álvaro Galdino Filho, de 20 anos, que entrou este ano para o seminário em Bauru. “Desde criança, penso em ser padre e ver o carinho do papa e a sua bondade com o povo motivaram bastante a minha vocação”, revela.
Padroeiro
Conhecido por Cura D’Ars, São João Maria Vianney é considerado o padroeiro dos sacerdotes. Cristão íntimo de Jesus, só conseguiu chegar ao sacerdócio graças ao seu dom espiritual, uma vez que não acompanhava intelectualmente as exigências dos estudos da época. “Ele foi enviado, então, para uma pequena aldeia chamada Ars, onde, com sua poderosa espiritualidade, adquiriu enorme disponibilidade para catequizar. Além do povo local, o santo passou a atender também pessoas de várias regiões”, contou o padre Gustavo Natividade.
