Esportes

Polo aquático feminino brasileiro estreia nas Olimpíadas

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

Quando a seleção brasileira feminina de polo aquático entrar na piscina na próxima terça-feira (9) para encarar a Itália na estreia das Olimpíadas do Rio de Janeiro, uma preparação de dois anos e meio será posta em prática. As jogadoras estão treinando e se aperfeiçoando para os Jogos em casa desde que o técnico canadense Patrick Oaten assumiu o comando do time verde-amarelo no começo de 2014 e chegou o momento de pôr à prova a evolução conseguida neste período.

O polo aquático feminino brasileiro faz sua primeira participação na história dos Jogos e também protagoniza a estreia de uma seleção feminina sul-americana. E a expectativa é não apenas participar, mas encarar as potências da modalidade. “A princípio, a gente pensava apenas em fazer um bom papel. Porque nunca tivemos nenhuma vitória sobre todos os outros times fortes que se classificaram. Conforme a gente foi se preparando e jogando, viu que dá para ter um algo a mais”, declara a bauruense Luiza Carvalho, uma das convocadas para as Olimpíadas.

A expectativa é de terminar os Jogos contabilizando vitórias. “O que a gente quer é ganhar alguns jogos. Não sabemos quantos jogos ganharemos, mas vamos dar nosso máximo. E ganhar na hora certa para, quem sabe, chegar a uma semifinal”, projeta Carvalho. A confiança vem do progresso sentido durante a preparação. “A gente percebeu que teve uma evolução muito grande. Vimos que todo trabalho que fizemos até agora está dando certo. Estamos tendo esta oportunidade de não só participar, mas de brigar. E o que a gente quer é fazer bons jogos e ir para a medalha”, destaca Carvalho.

Jogar em casa é mais um motivo para confiança em bons resultados. “Disputar as Olimpíadas no Brasil é literalmente a realização de um sonho. Jogamos contra a China no Clube Paineiras (em São Paulo, vitória por 12 a 9) e contra a Hungria, em Bauru (na Arena ABDA, derrota por 9 a 7). E nos dois clubes tivemos torcida a favor e foi muito gostoso, sentimos uma energia boa. Nas Olimpíadas vai ser o diferencial. Todo fala isso, mas é realmente um jogador a mais, um gás extra”, confia a jogadora.

O seleção brasileira encerrou sua preparação em Bauru, com o amistoso contra a Hungria, na última terça-feira (2). “Nós nunca tínhamos feito um jogo tão bom contra a Hungria, que é uma potência do esporte. Para mim, não poderia ser melhor. Acabar a preparação em casa, vendo minha família e meus amigos. Foi perfeito”, celebra Carvalho. O time viajou, nessa quarta-feira (3), para o Rio de Janeiro e já está na Vila Olímpica. O Brasil integra o grupo A das Olimpíadas e a estreia contra a Itália na terça-feira, ocorre às 10h20. A chave ainda tem Austrália e Rússia. No grupo B estão Hungria, Estados Unidos, Espanha e China.

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