Estão proibidas as doações de empresas para políticos nas eleições deste ano. Certamente, isso é um avanço para diminuir a desigualdade e a exclusão. No entanto, os ricos ainda conseguem dominar facilmente as disputas eleitorais. Por exemplo, veja João Doria, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Doria declarou recentemente ser dono de R$ 180 milhões. E como candidato, ele está livre para tornar sua campanha, de longe, a mais poderosa de todas.
Ora, assim vemos com clareza que a desigualdade extrema ainda persiste na política, apesar da nova lei proibindo a doação de empresas. Por isso, enfim, não há outro caminho, caso o Brasil queira ser um país de fato (e não só de direito) democrático: “Apenas o financiamento público de campanhas pode tornar verdadeiramente justas as campanhas no Brasil” (Mangabeira Unger, já em 1990).