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| “Jogar contra Austrália é bom para quebrar o gelo da competição”, destaca Barbosa |
| Fernando Frazão/Ag. Brasil/Fotos Públicas |
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| A ala Joice é um dos bauruenses presentes nos Jogos do Rio |
Três bauruenses estarão em ação neste sábado (6) nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Os primeiros a marcarem presença na competição serão o técnico Antonio Carlos Barbosa e a ala Joice, da seleção brasileira feminina de basquete que estreia hoje, às 17h30 contra a poderosa Austrália, medalha de bronze nos Jogos de Londres 2012 e antigo rival do time brasileiro. As duas seleções se enfrentaram seis vezes na história dos Jogos com seis vitórias das australianas. O último confronto foi em Londres e a campeã da Oceania venceu por 67 a 61.
“Há duas maneiras de você enxergar o jogo contra a Austrália. O retrospecto é totalmente negativo, a conquista de uma medalha da seleção australiana é dada praticamente como certa, mas não vejo muito assim. É melhor você sair jogando na estreia com aquela equipe que você avalia como uma possível derrota do que jogar com ela no final, tendo que vencer para garantir a classificação à próxima fase. Jogar contra a Austrália é bom por um lado, você quebra o gelo da competição, prepara a equipe para os outros confrontos. Então acho que não é ruim”, comentou Barbosa, medalha de bronze em Sydney 2000 e quarto colocado em Atenas 2004, ao site da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
Na sequência da competição, as brasileiras terão como adversários o Japão, campeão asiático (dia 8, às 17h30), e as outras três seleções classificadas no Pré-Olímpico Mundial: Bielorrússia (9, às 15h30), França (11, às 15h30) e Turquia (13, às 15h30). A fase de grupos será disputada na Arena da Juventude, em Deodoro, zona oeste do Rio de Janeiro. A partir das quartas de final, o basquete feminino terá seus jogos na Arena Carioca 1, na Barra da Tijuca.
Polo aquático também encara Austrália na estreia
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| Rudá Franco, da seleção de polo aquático, destaca que a ansiedade é grande |
Na noite deste sábado (6), outra estreia muito esperada. Trata-se da seleção brasileira de polo aquático masculino, uma equipe que vem evoluindo a passos largos, comandada por um treinador consagrado, o seis vezes medalhista olímpico como jogador e técnico, o croata Ratko Rudic. Às 20h50, os brasileiros enfrentam no Maria Lenk a Austrália, um adversário chave, assim como o segundo oponente, o Japão, adversário de 2ª feira (dia 8, às 19h30), para conseguir uma boa colocação no grupo A e pegar um rival menos problemático na fase de mata-mata.
Os jogos seguintes para a equipe brasileira serão mais indigestos, pela ordem, Sérvia (dia 10, às 19h30); Grécia (dia 12, às 19h30) e Hungria (dia 14, às 20h50, este já no Estádio Aquático). O outro grupo é constituído por EUA, Croácia, Espanha, Itália, França e Montenegro.
O bauruense Rudá Franco foi o último jogador a carimbar sua vaga no grupo olímpico e fala sobre a expectativa com os Jogos. “A ansiedade é grande. Um trabalho árduo de dois anos e meio com o Ratko que vai ficar na história, ainda mais pra mim que não só pensava nas Olimpíadas, mas também em voltar ao time, já que continuei treinando com o grupo mas fiquei de fora do Pan e do Mundial de Kazan – e agora vamos pensar passo a passo. Ninguém treinou mais do que a gente. Agora é pensar primeiro só na Austrália e tirar o nervosismo. Ela é o nosso divisor de água. Vencendo, pensar no Japão, e ficar mais tranquilo para garantir uma das quatro vagas nas quartas-de-final, sabendo que não cruzaríamos com nenhum dos três (Sérvia, Grécia e Hungria) na próxima fase. O outro grupo está bem mais parelho do que o nosso e nas quartas, se chegarmos lá, temos chance de fazer jogo duro com qualquer um”, concluiu Rudá ao site da Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA).
O primeiro adversário do Brasil terminou duas posições à frente dos brasileiros no último Mundial de Esportes Aquáticos, em Kazan. Na ocasião, os australianos perderam a disputa pelo 7º lugar para os americanos: 10 a 6. O Brasil perdeu para o Canadá no jogo pelo 9º posto por 12 a 10. Ainda na chave brasileira, encontram-se Japão (13º em Kazan), Sérvia, atual campeã de tudo, com exceção dos Jogos Olímpicos (Mundial, Europeu e da Liga Mundial); Grécia, medalhista de bronze na Rússia; e Hungria, que ficou em sexto, na mesma competição.


