Tribuna do Leitor

lamentável distribuição de filhotes

Maria Dolores Barbosa Gómez
| Tempo de leitura: 2 min

Nada é tão ruim que não possa piorar”. Lamentável as cenas vistas no último fim de semana, no Vitória Régia, com farta distribuição de filhotes de cães e gatos, e, o pior de tudo, num evento que era oficial.


Bebezinhos com 30 dias eram “distribuídos” a pessoas, inclusive menores de idade. Várias pessoas lutam contra prática utilizada nas feiras livres e outras que nas redes sociais se prestam a escambos, e temos a vergonha de ver a mesma prática por uma “ONG”, que se pretende assim, por simplesmente ter documentação regulamentada.


Ter a documentação necessária não significa nada, uma vez que estão nas manchetes de jornais que todos, sem nenhuma exceção, que praticaram ilícitos contra cofres públicos estão devidamente registrados nos órgãos pertinentes e necessários.


Onde esses animais ficam alojados? Tem vistoria necessária do CCZ e da vigilância sanitária? Como levar a serio uma entidade que se propõe a “tirar” todos animais abandonados nas ruas? Nunca ninguém conseguiu isso. Seria Bauru, a cidade “sem limites”, a pioneira no mundo a conseguir tal façanha?


Dói o coração saber que nada se sabe desses pobres animais “recolhidos” e depois distribuídos, mesmo com toda encheção de saco que a Secretaria da Saúde proporciona aos donos de animais, por conta da leishmaniose. Você vê protetoras enquadrando donos, por seus animais terem carrapatos e aceitando essa desova indiscriminada como normal.


E que dizer das que fazem denúncia na policia por pintinhos (coloridos) estarem sendo distribuídos, mas acham que os pets possam ter assim suas vidas banalizadas e desprezadas.


A proteção animal de nossa cidade precisa de um mínimo de dignidade para não atentar contra as regras básicas de quem se pretende intitular como “protetores”. Já vi de tudo na terrinha. Houve quem vendia animais com anúncio em jornais e sites de vendas. Tem quem apoie que vereadores que patrocinem rodeios, mas essa crueldade ainda me era estranha.


Por que ninguém se pergunta como é tão difícil arrecadar fundos para as ações positivas de quem faz tudo direito e como uma “ONG” tão recém-chegada tem tamanha estrutura. Omissão é permissão e permissão é cumplicidade.

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